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Citação de brasileiros ainda é a mais popular no Twitter mundial quase 24 depois

Segundo estudo publico pelo Blog do Twitter, são produzidas cerca de 50 milhões de tweets por dia – mensagens da rede social Twitter com até 140 caracteres – entre as pessoas cadastradas.

Este dado é importante para medir o quanto o Twitter já faz parte do cotidiano do brasileiro, que utiliza da rede social para conversar com o mundo.

Depois da partida entre Cruzeiro e São Paulo pelas quartas de final da Copa Santander Libertadores 2010, a citação #Mineiraocalou passou a figurar no topo da lista dos “trending topics” no Brasil e, depois, no mundo todo. A lista mostra os dez assuntos mais comentados na rede social.

A citação faz parte da música provocativa cantada pela torcida são-paulina já próximo do fim do jogo, uma alusão ao silêncio dos mais de 48 mil torcedores cruzeirenses, que acompanhavam o time mineiro, franco favorito, perder por dois gols a zero da equipe paulista em pleno estádio Mineirão, em Belo  Horizonte.

O blog Meio de Campo do portal Globo.com calculou a audiência da citação e chegou à conclusão de que #Mineiraocalou representou 0,03% das mensagens publicadas por internautas do mundo todo no Twitter. Muitos estrangeiros perguntavam pelo Twitter o que significava a expressão, ajudando a turbinar a #Mineirãocalou Worldwideaudiência.

Basta fazer a conta: 0,03% de 50 milhões de mensagens diárias é igual a 15.000 tweets naquelas horas após o jogo. E horas depois, já na manhã brasileira, a citação permanecia no topo da lista mundial de “trending topics”.

E ainda permanece. O jogo no estádio Mineirão acabou por volta de meia-noite da quarta-feira, dia 12 de maio. Mas, às 22h do dia 13, quase 24 horas depois, as listas de “trending topics” do Brasil e do mundo ainda tinham, no topo, a expressão #Mineiraocalou.

Saiba mais: se quiser ficar atualizado sobre recursos do Twitter, redes sociais e internet, acompanhe o blog Vida em Rede, de Rafael Sbarai, publicado no portal Veja.com.

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Reportagem mostra aquilo que deveria ser regra nos jornais de fim de semana

O jornal O Estado de S. Paulo superou expectativas na edição no caderno Aliás, que circula aos domingos com o objetivo de expandir e aprofundar o conhecimento a respeito de algum assunto que foi alvo da cobertura midiática durante a semana.

Considero a matéria uma exceção e perfeita para um modelo de jornalismo que deveria prevalecer nos fins de semana, com coberturas especiais e prazerosas. O jornal acertou também em chamar, na capa, a atenção do leitor. Achei muito interessante o conjunto da obra por três razões:

Aliás1 1) Tema. A partir do resultado de mais uma pesquisa eleitoral, realizada pelo Ibope e divulgada dia 22 de abril, o caderno Aliás decidiu analisar transformações na forma da opinião pública se expressar em tempos de velocidade supersônica na transmissão a informação e na múltipla variedade de plataformas para as pessoas expressarem as próprias opiniões, amplificando o imediatismo e facilidade. Até anos atrás, a voz dos cidadãos costumava ser ouvida somente em anos eleitorais. Agora, as pessoas podem emitir opinião imediatamente, tão logo aprovem ou desaprovem algum ato de um político ou autoridade pública.

2) Edição. Para ilustrar o impacto das redes sociais como Twitter, Facebook e Orkut na comunicação e na difusão da opinião dos cidadãos, o jornal pediu que pessoas comuns escrevessem, em folhas de papel grandes, qualquer opinião. Qualquer mesmo. Em seguida, fotografou-as. O resultado foram fotografias do que poderia ser apelidado de um Twitter no papel, pois as mensagens tinham de ser curtas para caberem na folha. Frases do tipo “Quanto vale a sua saúde? Valorize o médico”, “Brasil é tão lindo quanto Portugal” e “Coma mais manga” retratam o que pensam ou desejam os autores, além de sugerir algumas informações sobre a história ou a profissão deles, por exemplo.

3) Pauta. Para debater o tema, a redação convidou Massimo Di Felice e Célia Retz dos Santos, sociólogos, que trouxeram pontos de vista interessantes sobre um assunto que raramente os leitores parariam para pensar.

Para saber mais: Veja extras do conteúdo elaborado para a cobertura feita pelo caderno Aliás no portal do Estadão. Um detalhe é importante: pelos créditos, percebe-se a atenção em fotografar e ouvir pessoas de várias localidades brasileiras. A abrangência nacional e a representatividade dada à pauta são fundamentais em uma reportagem que se propõe a avaliar o que pensa o povo brasileiro. Bola dentro!