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Opinião a gente respeita. No pós-Copa, leitor volta a pensar mais na saúde e menos no futebol

Carta FSPApós o frenesi por causa da realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014 e por causa da imensa exposição que a mídia deu ao evento, os brasileiros começaram a dar atenção novamente para os temas do cotidiano, como segurança, saúde e educação, entre outros assuntos.

Uma das notícias que chamaram a atenção das pessoas foi o fechamento temporário do setor de pronto-socorro médico da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, o hospital mais antigo da cidade, aberto ao público em 1884. O setor realiza cerca de 1.500 atendimentos diários.

O hospital paulista tem orçamento anual de R$ 1,3 bilhão, dívidas acumuladas de R$ 350 milhões, 2.510 leitos e 18.000 funcionários. Ao ano, realiza 3,5 milhões de atendimentos médicos e 6,0 milhões de exames. No Brasil, há 383 Santas Casas, com uma dívida total acumulada de R$ 15 bilhões.

Os leitores avaliam que a mídia dá mais espaço ao novo técnico da seleção do que à crise no importante hosítal paulista. E que o dinheiro público deveria ir prioritariamente para hospitais, e não apra estádios de futebol.

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Opinião a gente respeita. Leitor aceita ampliar consumo, desde que impostos diminuam

Carta FSP 27nov11 Dias atrás, diante do risco de a economia brasileira perder velocidade por causa da crise econômica internacional, que faz as autoridades governamentais dos países desenvolvidos apertarem cada vez mais os cintos, a presidente da República lembrou o ex-presidente da República e pediu que os brasileiros não deixem de consumir. O leitor topou. No entanto, quer contra-partida. Pediu menos impostos. Não suporta mais pagar uma das mais elevadas taxas tributárias no mundo e receber um dos mais desqualificados serviços públicos do planeta. Faz sentido.

Leitor fica na dúvida: é para beber ou não?

carta Valor Opinião a gente respeita e, entre um gole e outro, muitas vezes concorda. Quem costuma se informar tem todo o direito de ficar na dúvida. De um lado, muitas mensagens da turma da publicidade mandando encher e esvaziar o copo sem culpa. Do outro, as autoridades ameaçando aqueles que bebem e depois dirigem.

É claro que o poder público não manda ninguém parar de beber – apenas determina que fica proibido dirigir depois de beber. Afinal, a arrecadação tributária sobre as bebidas alcóolicas estão entre as maiores taxas entre todos os produtos tributáveis no país.

Então, fica combinado. As autoridades ameaçam e punem quem beber e dirigir, a publicidade incentiva a beber e o bebedor paga o imposto e depois gasta o dobro da conta do bar com o táxi para poder voltar para casa – mesmo que more no quarteirão seguinte. Assim, ninguém atropela e nem é atropelado.

Por que há tanta reclamação de consumidores na Justiça? O leitor responde

opinião

O Café Expresso gosta da opinião de todos os leitores. De alguns deles, mais. De outros, menos.

Opinião maluca a gente respeita. Só isso. Opinião coerente, bem argumentada, a gente respeita e até concorda. Como essa, ao lado, publicada no jornal o Globo.

Os consumidores sofrem com a falta de comprometimento de algumas companhias com a qualidade de produtos, serviços e atendimento pós-venda.

É comum que, diante do valor irrisório da indenização envolvida no processo judicial, os advogados das empresas nem apareçam nas audiência agendadas, o que significa ganho de causa para quem reclama. Multas com valores mais altas poderiam ajudar a reverter problemas de baixa qualidade de produtos e serviços?

Saiba mais:

Veja a reportagem do jornal O Globo que suscitou a proposta do leitor.

Os leitores explicam detalhes que escapam dos jornalistas – e melhoram as reportagens

O portal da revista britânica The Economist trouxe um daqueles gráficos simples e instigantes. No caso específico, as estatísticas relacionam a quantidade de câmeras de trânsito e a mortalidade nas estradas de vários países. Sempre há muita polêmica sobre o assunto. Enquanto autoridades públicas defendem a proliferação dos equipamentos que fiscalizam a velocidade como medida para diminuir as mortes nas estradas, os cidadãos queixam-se que tudo não passa de mais um tentáculo do Estado para arrecadar recursos.

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No gráfico acima, o eixo horizontal indica a quantidade de câmeras de velocidade em cada país por mil quilômetros de estradas. O eixo vertical mostra a quantidade de mortes por ano na mesma extensão. A leitura simples parece retratar que quanto mais equipamentos há, menos acidentes com mortes ocorrem. Israel seria um ponto fora da curva. Mas há muitos países com poucas mortes que usam bem menos câmeras nas estradas. Como analisar a situação em cada país?

O leitor está atento – Os comentários dos leitores, no entanto, sugerem cautela. Muitos outros fatores, reclamam eles, estatísticos ou não, interferem na correlação dos fatores e na comparação entre países. Por ser uma publicação de abrangência realmente global, há no fórum do portal comentários de diversos cantos do mundo – e eles ajudam a compreender melhor o que desponta nos gráficos a partir de fatores comportamentais e culturais de cada país.

Um leitor explicou que, por experiência pessoal, o patamar no qual Rússia e Ucrânia se situam não são surpresa. Por lá, há resistência em usar o cinto de segurança e há muita corrupção, disse. Por isso, há nas duas nações uma quantidade de mortes muito mais alta em relação a países com uma quantidade similar de radares instalados nas estradas que em outros países com bem menos mortes, como Estados Unidos, Suécia e Canadá. É possível imaginar, então, que mesmo que houvesse uma multiplicação das câmeras de velocidade, os dois países poderiam manter elevados padrões de mortes nas estradas.

Do mesmo país, um residente escreveu que há uma conjunção de fatores, além da corrupção: estradas péssimas e sem manutenção, pouca sinalização (e desdém para as regras intrínsecas às poucas placas existentes), facilidades para comprar carteiras de motorista, hábito de dirigir sob efeito de bebidas alcóolicas ou em alta velocidade, veículos sem conservação suficiente e falta de remoção de neve e gelo. Ajuda a entender melhor, certo?

E a educação? – Outro leitor analisou que na Finlândia há um fator preponderante para resultar em poucas mortes nas estradas: qualidade na educação. Depois de explicar as qualificações exigidas dos professores finlandeses, conclui que ter mais ou menos câmeras não faria diferença, pois o fator preponderante para diminuir as mortes nas estradas é a qualidade da educação de um povo.

Interessante outro comentário, que detectou que todos os países com mais mortes são nações comunistas ou recém saídas do regime – e que têm se adaptado ao uso intenso dos automóveis ao longo dos últimos 20 anos. É uma pena que o gráfico mostre países selecionados – e não todos os países – para permitir uma avaliação sobre esse aspecto com mais países nessas condições.

Multas de baixo valor – Na Polônia, escreveu um leitor, uma multa por excesso de velocidade custaria 100 pounds, algo como R$ 270, enquanto na Ucrânia e na Rússia seria possível se livrar da autuação pagando alguma propina. Conclui que é o valor financeiro da punição – e não a quantidade de câmeras – que determinará a redução das mortes nas estradas.

Nos Estados Unidos, mencionou outro crítico, há uma extensão malha rodoviária, muito maior que em outros países, e um talvez um hábito de viajar longas distâncias de carro em comparação a outras nações. Sugere a utilização de outras unidades de medida para comparação. Outro leitor também implodiu a escolha dos parâmetros: “Se em um país A uma certa estrada é utilizada por 100 pessoas por dia, e em um país B uma estrada semelhante é usada por 100 mil pessoas diariamente, é claro que um número de mortes de 10 pessoas por mil quilômetros significa coisas diferentes em cada caso.” Um terceiro segue na mesma toada: é preciso considerar a quantidade de carros e de motoristas por km ou o número de km dirigidos por ano. Faz ou não faz sentido?

Conclusão: os dados mostram interessantes constatações, mas é preciso cuidado para relacionar estatísticas que realmente tenham grande relação de causa e consequência – esta foi, por sinal, a principal reclamação dos leitores do Economist.com que se dispuseram a argumentar contra o pequeno texto da publicação que acompanha o gráfico. Boa parte dos leitores está atenta. Quando decidem participar e comentar, contribuem para aperfeiçoar ou corrigir as reportagens.

Leitor mostra exemplo simples da diferença brutal entre custo Brasil e custo Estados Unidos

carta O Globo Opinião, é fato, a gente precisa respeitar. Ainda mais quando quem opina dá um exemplo incontestável ou um daqueles números que fazem qualquer um que ouve concordar e, inclusive, balançar a cabeça lenta e negativamente, não entendendo porque problemas como tais ainda acontecem no Brasil. No jornal O Globo, dia 23 de novembro, aconteceu isso. Então, a gente respeita mesmo!

Opinião a gente respeita: dona Sheila dá um recado para os produtores dos debates eleitorais

Opinião Globo 13out 1 Dona Sheila está incomodada com a forma como os debates são organizados. Certamente ela não está sozinha na bronca.

Todo debate é a mesma coisa: um leva-e-traz danado, um “disse me disse”, acusação para cá, acusação para lá.

Problemas? Ninguém diz como resolver. Por isso, opinião dos outros a gente respeita – e às vezes ainda divulga.

Já que a dona Sheila deu idéia, o Café Expresso aproveita para indicar a leitura do texto para lá de didático do consultor de empresas Stephen Kanitz. Na lista dele, problema é que o não falta – e dinheiro nos cofres públicos também não.

Um dos problemas que a dona Sheila certamente gostaria de ouvir soluções e que o consultor Kanitz oferece propostas é a Previdência Social brasileira. Como a população envelhece, haverá cada vez menos jovens para sustentar a pensão dos mais velhos. Sem contar que a maior parte das pensões pagas hoje são destinadas para pessoas que jamais contribuiram para tal – os chamados aposentados rurais, que passaram a ter o direito ao benefício a partir da Constituição de 1988.

Previdência Nada contra, nada contra, os aposentados rurais. Mas a conta não fecha. Para haver mais clareza, tais benefícios deveriam ser pagos com dinheiro do orçamento anual, composto pelos impostos da sociedade. Parece mera regra contábil, mas não é. Se os recursos para a aposentadoria rural tiverem de sair do orçamento anual, sobra menos dinheiro para políticas sociais do tipo bolsa isso, bolsa aquilo. Algum gestor público defenderia essa proposta?