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Reportagens interativas não precisam de pirotecnia

Uma reportagem interativa bem-feita não precisa trazer infografias ousadas, vídeos editados com qualidade de cinema e outras pirotecnias que a tecnologia e as ferramentas online permitem. O essencial – como sempre, no jornalismo – é a qualidade da informação.

Um exemplo é a reportagem produzida pelo Pew Research Center, uma instituição norte-americana que tem a missão de informar o público sobre diversos fatos dos Estados Unidos e do mundo todo. Eles fazem pesquisas de opinião, estudos demográficos, análises sobre o funcionamento da imprensa e diversas outros trabalhos sociais empíricos. Dessa forma, costumam ter matéria-prima exclusiva, de alta qualidade e interesse.

Recentemente, por causa do aniversário de 50 anos da ‘Marcha sobre Washington’, dia 28 de agosto , que se transformou em um marco na luta pelos direitos das pessoa negras nos Estados Unidos e consequentemente em todo o mundo, o Pew Research produziu uma análise baseada tanto em pesquisas de opinião quanto em dados governamentais do Censo norte-americano para perceber as mudanças demográficas entre brancos e negros – e também hispânicos e asiáticos – nas últimas cinco décadas.

O resultado é um relatório com texto didático, mesmo que longo, gráficos estáticos simples e um amplo conjunto de estatísticas organizadas novamente em gráficos sem pirotecnia, mas com interatividade, dando ao público a possibilidade de selecionar informações do ponto de vista que lhe interessar.

Pew Research Center - Race in America

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A pobreza diminuiu – e não há mágica e nem mágicos por trás desse avanço

As estatísticas, quase todas elas, mostram a redução da pobreza no Brasil, independentemente na faixa de corte – o valor médio da renda de uma pessoa ou de uma família para deixar de ser pobre.

A quase totalidade das pessoas creditam a redução da pobreza à gestão dos governantes nos últimos anos, que criaram ou intensificaram programas de distribuição de renda e políticas públicas que favoreceram a aceleração atividade econômica e a geração de emprego.

Beating povertyUma explicação começa a surgir como informação adicional. Como mostra o gráfico da revista inglesa The Economist, todas as economias latino-americanas tiveram desempenho similar ou melhor que o Brasil no esforço de reduzir a pobreza.

Essas estatísticas compreendem o período até 2009 – e acredita-se que nos anos seguintes, entre 2010 e 2012, o avanço deve ter permanecido na mesma direção. O que importa, sobretudo, é que parece haver uma explicação estrutural, e não somente conjuntural, para entender a redução da pobreza no Brasil.

Explicando melhor: ou todos os governantes no período e em toda o continente foram bem-sucedidos na administração das políticas públicas visando reduzir a pobreza ou algum fator econômico regional ofereceu uma plataforma uniforme e abrangente para a queda destes indicadores. Ou, inclusive, as duas ações, juntas.

Uma forma de reduzir a pobreza é transferir mais dinheiro dos impostos arrecadados para as populações menos abastadas. Outra maneira é fazer a economia toda crescer – e com isso gera-se mais empregos e aumenta a renda das famílias.

Em todos os países latino-americanos, tudo indica que a pobreza foi reduzida por causa da existência de mais empregos disponíveis e por mais distribuição de benefícios aos mais pobres.

Infográfico mostra o mapa mundial dos estoques nucleares

Segundo o portal da The Economist, juntos, todo o estoque de urânio enriquecido e de plutônio disponível nos depósitos mundiais seria suficiente para construir 200.000 armas nucleares.

Em um momento que o presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, tenta um novo acordo mundial para tornar mais seguros esses estoques, a publicação inglesa foi muito feliz em mostrar em quais países estão estocados todo esse explosivo conteúdo por meio de um infográfico simples e didático.

Economist urânio