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Ruy Castro: Lição importante de jornalismo

Não há nada a ser dito para complementer o tema do artigo de Ruy Castro, publicado no jornal Folha de S. Paulo. Trechos:

Ao assistir a filmes americanos envolvendo jornalistas, você notará a diferença. Quando surge na tela uma entrevista coletiva, cada repórter dispara uma única pergunta, curta e objetiva, que obriga o entrevistado a fazer “gulp” antes de responder. Agora compare isto com as coletivas dos nossos repórteres de TV.

Quase todos começam por uma pergunta tão longa quanto desnecessariamente explicativa. Não satisfeitos, engatam um “…e também”, e emendam uma segunda pergunta, tão longa e explicativa quanto. Ao fim desta, o telespectador já não se lembra do que ele perguntou primeiro. Mas o entrevistado se lembra muito bem —e só responde àquela que lhe for mais confortável ou conveniente. Vê-se isso ao fim de todos os jogos de futebol, nas coletivas dos treinadores. Tem-se visto isso nas coletivas dos ministros do governo, políticos e autoridades em geral.

Você dirá que, no cinema, a dinâmica do roteiro faz com que os jornalistas tenham de parecer objetivos —não há tempo nem espaço para conversa fiada em cena. E eu responderei que esta é uma cláusula pétrea entre os repórteres americanos. “Perguntas curtas, frases curtas, palavras curtas —e uma pergunta de cada vez”, aprendi em Nova York com Alain De Lyrot, antigo editor do “Herald Tribune”. “Se o entrevistado não responder a contento, você repica a pergunta.”

Nossos repórteres não se contentam com uma pergunta simples e direta. Sentem-se na obrigação de enriquecê-la, desdobrá-la e acrescentar elementos. Com isso, só a tornam confusa, e o entrevistado responde o que quiser.

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O que os colunistas disseram de interessante nos últimos dias

“Os responsáveis pelas contratações têm um estereótipo do que seja uma liderança ou um funcionário ideal e o aplicam aos candidatos, sem jamais verbalizar a regra ou mesmo dar-se conta de que ela existe em suas cabeças. A constatação tem algo de sombrio. A mente humana discrimina da mesma forma que respiramos, isto é, sem nem perceber.” Hélio Schwartsman, jornalista, no artigo “Preconceito Invisível”, na Folha de S. Paulo, dia 22 de setembro, sobre relatório do Ministério do Trabalho mostrando que as mulheres ganham menos que os homens.

“Enfim. É a primeira coisa que se pode dizer sobre a decisão da Justiça de que na certidão de óbito de Vladimir Herzog deixe de constar a mentirosa informação de suicídio. O Brasil começou a mudar. Lenta e tardiamente.” Miriam Leitão, jornalista, no artigo “Ainda que Tardia”, em O Globo, dia 26 de setembro, sobre Vladimir Herzog, jornalista que, em 1975, compareceu ao Exército para prestar depoimento e, horas depois, estava morto.

“Em outras palavras, a facilidade com o qual eu me sinto ofendido revela que eu mesmo devo concordar, ao menos em parte, com a ofensa que recebi. Ou seja, a suscetibilidade muçulmana manifesta que deve existir, na alma muçulmana, um conflito entre o tradicionalismo religioso e uma aspiração à liberdade em suas manifestações modernas ocidentais.” Contardo Caligaris, psicanalista e colunista da Folha de S. Paulo, no artigo “Protestos muçulmanos”, no dia 27 de setembro, sobre as revoltas nos países muçulmanos após a publicação de um vídeo que ridiculariza esta religião.

“Muito mais além do que já houve ainda está para acontecer. Os ministros do Supremo vão discutir dura, detalhada e por vezes até asperamente todos os aspectos do processo, dos crimes imputados aos réus e das circunstâncias em que foram ou não cometidos, para mostrar as razões pelas quais condenam ou absolvem.” Dora Kramer, jornalista, no artigo “A Hora H”, no Estado de S. Paulo, dia 28 de setembro, sobre aqueles que se espantam com opiniões mais ríspidos entre integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) durante o julgamento do Mensalão.

O que os jornalistas disseram nos últimos dias

“Muito se falou quando da discussão do projeto da lei na questão do sigilo eterno, resolvida com a limitação a 50 anos para a liberação de documentos
tidos como secretos. Mas o principal ponto é a abertura de informações relativas ao cotidiano dos governos. Mudar isso, num ambiente em que o Estado se comporta como dono daquilo que de fato pertence ao cidadão, será algo equivalente a uma revolução.” (Dora Kramer, em “Outros quinhentos”, no O Estado de S. Paulo, dia 23/11/2011, sobre o desafio que será colocar em prática a lei de acesso à informações públicas, já aprovada e sancionada)

“A Itália está em crise. O Brasil não. A renda média de um italiano, de US$ 37 mil por ano, é quase três vezes a nossa. Se a renda per capita brasileira crescer 3% a cada 12 meses, vai levar 35 anos para atingir o ganho de hoje dos italianos.” (Vinicius Mota, em “O drama de cada um”, na Folha de S.Paulo, dia 28/11/2011, sobre o exagero da ascensão social brasileira e a crise entre os italianos, especificamente, e europeus, em geral)

“É sempre arriscado abrir espaços que possam tornar o cidadão refém do capricho de autoridades. Além disso, ao aprovar uma quantidade grande de lixo legislativo, isto é, normas inócuas ou criadas para não ser cumpridas, nós desvalorizamos a noção de lei.” (Hélio Schwartsman, em “Safanões pedagógicos”, na Folha de S.Paulo, dia 27 de novembro de 2011, contra palmadas, mas também contrário ao projeto de lei que pune pais por isso)

“Política industrial eficiente é aquela que reduz o Custo Brasil e prepara o país para os desafios futuros. Esse monte de remendo é apenas o atendimento aos lobbies que batem sempre em Brasília. Alguns governos são mais vulneráveis a essas pressões; outros, mais insensíveis. O atual faz parte do primeiro grupo.
O Brasil precisa de reduções mais fortes da carga de impostos através de uma verdadeira reforma tributária – sempre adiada.” (Miriam Leitão, em “Mais um arremedo”, em O Globo, dia 02/12/2011, criticando o princípio das medidas divulgadas no dia anterior pelo governo federal para estimular a economia)

O que foi escrito de interessante pelos jornalistas nos últimos dias

“Em todos houve um denunciante motivado por alguma contrariedade. Todos decorreram do mesmo tipo de acusação, a montagem de esquemas de arrecadação de dinheiro para favorecimentos pessoais ou partidários. Em todos, funcionários ou mesmo figuras sem função oficial atuavam com acesso livre para transgredir. A hipótese de conspirações para destruir reputações de ministros é fantasiosa. Real é a prática disseminada de apropriação do Estado funcionando a partir do loteamento da máquina.” (Dora Kramer, em "Usinas de denúncias", no jornal O Estado de S. Paulo, dia 20 de setembro, indicando a origem conceitual e o roteiro dos últimos escândalos envolvendo ministérios e ministros).

“No mundo real, policiais fecham os olhos diariamente para dezenas de violações à lei. E o fazem porque não é possível nem desejável implementar todas as normas em todos os casos. Aplicar a lei do aborto, por exemplo, exigiria a construção de 5,5 novos presídios femininos (unidades de 500 vagas) por dia só para abrigar cerca de 1 milhão de ex-futuras mamães que interrompem ilegalmente a gravidez a cada ano. Qualquer Código Penal do planeta traz um bom número de dispositivos absurdos ou inócuos, alguns artigos às vezes úteis, mas que em várias situações precisam ser ‘esquecidos’, e umas poucas leis fundamentais, para cujo cumprimento a sociedade deve, de fato, se esforçar.” (Hélio Schwartsman, em "Maconha, leis e bom-senso", no jornal Folha de S.Paulo, dia 4 de novembro, sugerindo que os policiais deveriam ter feito vistas grossas aos alunos da USP que fumavam maconha, cuja abordagem resultou numa das maiores crises da USP dos últimos anos)

“Já é hora de os governantes se darem conta de que leis são assunto sério demais para serem usadas como peça de marketing.” (Hélio Schwartsman, em "A culpa é do garçom", no jornal Folha de S.Paulo, dia 23 de setembro, criticando a criação de uma lei que transfere para os donos dos bares o dever de proibir o consumo de bebidas entre menores, mesmo quando os pais lhes oferecem).

“Muitos especialistas se espantaram no exterior com a ênfase dada ao fim do sigilo eterno no Brasil. Rosental Calmon Alves, professor de jornalismo na Universidade do Texas, em Austin, considera mais relevante o conceito de dar transparência aos atos cotidianos da administração pública.” (Fernando Rodrigues, em "Um país melhor", no jornal Folha de S.Paulo, dia 29 de setembro, avaliando o desafio principal da aplicação da nova lei e acesso a informações públicas no Brasil, que determina que atos dos governos em todos os níveis, dos mais ordinários aos secretos, sejam divulgados para os cidadãos, mediante solicitação ou não)

“É triste testemunhar a decadência sem elegância a que se entrega a faculdade de filosofia, rebatizada de FFLCH. Deixa-se permear por grupelhos semi-alfabetizados e violentos que impõem a sua agenda sem encontrar resistência à altura. Encanta-se por um bordão do passado, mera forma sem conteúdo, quando clama pela saída da PM do campus. (Hélio Schwartsman, em "Os bebês da USP", no jornal Folha de S.Paulo, dia 6 de novembro, criticando a postura dos estudantes da universidade paulista, que enfrenta, mais uma vez, conflitos com estudantes).

“A mesma história (sem fim) vista recentemente em outros ministérios cujos titulares foram substituídos sem que, no entanto, fossem de fato alterados os procedimentos que resultam na produção de escândalos em série” (Dora Kramer, em "História sem fim", no jornal O Estado de S. Paulo, dia 8 de novembro, lembrando as causas das denúncias de corrupção que, desta vez, abalroam o Ministério do Trabalho).

O que os jornalistas disseram de interessante na última semana

“Quer dizer que a solução para os EUA é o PMDB? Bem, podemos pensar em exportar nosso bastião da "governabilidade" e seus satélites. O FBI vai ter trabalho, mas a Casa Branca pode conquistar seus 15 minutos de sossego na economia.” (Vinicius Mota, em "Obama e o PMDB", no jornal Folha de S.Paulo, dia 15 de agosto de 2011, analisando diferenças nas relações entre governo e congressistas no Brasil e nos EUA e afirmando que, enquanto aqui há partidos sempre prontos a trocar apoio por regalias, lá o presidente tem de conviver com a oposição se o próprio partido não obter maioria no Parlamento)

“Como os demais escândalos de corrupção das últimas décadas, os recentes muito provavelmente produzirão mais catarse do que vergonha genuína, daquelas capazes de evitar a repetição posterior dos vícios.” (Gustavo Patu, em "Nem multiplicando por três", no jornal Folha de S.Paulo, dia 15 de agosto de 2011, sobre a repetição de casos de corrupção no Brasil e a paralisação que eles causam no andamento dos temas mais sérios e importantes)

“Numa absoluta (e absurda) inversão de valores, as reações à ação da PF em cumprimento a decisão judicial ganharam mais destaque nos últimos dias que os atos cometidos em altos gabinetes dos Ministérios dos Transportes, da Agricultura e do Turismo. Ficaram em segundo plano o superfaturamento, o pagamento de propinas, o tráfico de influência, o empreguismo, o nepotismo, o acobertamento, o favorecimento e malversações do gênero que grassam em repartições públicas federais como parte da rotina.” (Dora Kramer, em "Inversão de valor", no jornal O Estado de S. Paulo, dia 16 de agosto de 2011, sobre políticos e autoridades que ficaram indignados com a exposição, na mídia, daqueles que foram presos sob suspeita de corrupção)

“Depois do mensalão, o PT percebeu que a "agenda ética" tem impacto residual na base da sociedade. E soube tirar dividendos da máxima brechtiana: primeiro vem o estômago, depois a moral.” (Fernando de Barros e Silva, em "A solidão de Dilma", no jornal Folha de S.Paulo, dia 17 de agosto de 2011, sobre a ausência de apoio e engajamento do PT à presidenta enquanto ela demite e tenta eliminar focos de corrupção na administração federal)

“As notícias chegaram todas numa única quinta-feira: números ruins da indústria e do desemprego nos Estados Unidos; suspeita das autoridades regulatórias americanas sobre os bancos europeus; relatórios de bancos revendo para baixo o crescimento na Europa e nos Estados Unidos. Quando o mercado opera em ‘modo crise’, ele só soma as más notícias.” (Miriam Leitão, em "Modo crise", no jornal O Globo, dia 19 de agosto de 2011, sobre o pessimismo do mercado que fica cada vez mais assustado conforme as velhas notícias são divulgadas)

O que eles – os jornalistas – disseram de mais interessante nos últimos dias

"No sentido político, Dilma é a Eva tirada da costela do Adão da Silva. (…) É evidente que há diferenças entre o padrinho e a afilhada, a principal das quais é o fim da crispação a que Lula conduzira a política brasileira. A carta da presidente a Fernando Henrique Cardoso é a mais forte demonstração de que Dilma está se esforçando para introduzir a civilização em um ambiente que o antecessor tornara tosco demais." (Clóvis Rossi, em "Mulher do Lula. Para sempre?", no jornal Folha de S.Paulo, dia 16 de junho de 2011, sobre a relação e as diferenças de comportamento entre a atual e o ex-presidente da República)

"E José Eduardo Cardozo, por onde anda? Ministros da Justiça têm importância decisiva em qualquer governo, até em regimes militares. (…) Mas vamos focar a era Lula. Márcio Thomaz Bastos tinha o escovão mais requisitado da República: vivia tentando apagar os rastros dos colegas, como o do próprio Palocci na quebra do sigilo do caseiro Francenildo." (Eliane Cantanhêde, em "Onde está o Wally Cardozo?", no jornal Folha de S.Paulo, dia 16 de junho de 2011, sobre o sumiço do atual ministro da Justiça durante o período de crise política)

"Mas talvez o fim de um amor seja um fenômeno tão misterioso quanto o apaixonamento. Talvez existam duas mágicas opostas, igualmente incontroláveis, uma que faz e outra que desfaz." (Contardo Calligaris, em "Por que acaba um casal?", no jornal Folha de S.Paulo, dia 16 de junho de 2011, sobre a forma como a sociedade enxerga namoros e casamentos)

"Cabral, o Pedro, descobriu o Brasil. Que agora descobre Cabral, o Sérgio." (Ricardo Noblat, em "Nas asas de Eike", no jornal O Globo, dia 4 de julho de 2011, sobre a descoberta que o governador fluminense utilizou em diversas ocasiões privadas o jato do empresário Eike Batista)

“A relação entre o real e o dólar é problema quando sobe e quando cai.” (Miriam Leitão, em “Câmbio, desligo”, no jornal O Globo, dia 7 de julho de 2011, sobre o persistente processo de fortalecimento do real frente ao dólar e a quantidade de causas e consequências negativas e positivas que permeiam o tema)

“Alguns números não querem dizer o que parecem, precisam ser explicados; mas os da taxa desagregada de desemprego querem dizer exatamente o que dizem: o mercado de trabalho no Brasil, mesmo num momento em que tantos empresários se queixam de falta de gente, se dá ao luxo de preferir e preterir. O mercado prefere homens brancos, deixa em segundo plano mulheres, tenta evitar os muito jovens e cria ainda mais barreiras para mulheres negras. Pode-se explicar o fenômeno com qualquer contorcionismo, mas seria preferível ver o que os números contam. Eles contam que o mercado de trabalho no Brasil discrimina.” (Miriam Leitão, em “Números que contam”, no jornal O Globo, dia 5 de julho de 2011, sobre o índice de desemprego brasileiro, que atingiu 6,4% em maio – e 20% para jovens negras de 18 a 24 anos)

Melhores frases: o que os jornalistas disseram de mais interessante na semana

Gaudêncio Torquato: “Não precisamos de mais leis, e sim fazer que os códigos existentes sejam rigorosamente aplicados. Lembrando o velho Montesquieu: ‘Quando vou a um país não examino se há boas leis, mas se são executadas as que há, pois há boas leis por toda parte’”. (O Estado de S.Paulo, dia 23 de janeiro, sobre tragédia na Região Serrana do Rio de Janeiro causada por enchentes e deslizamentos que já deixaram mais de 800 mortos)

Elio Gaspari: “A Prefeitura do Rio comprará um radar que custará US$ 2 milhões, mais R$ 400 mil para a instalação e R$ 25 mil mensais para a manutenção. Pelo que os governos federal e estaduais anunciam, vêm aí encomendas de centenas de milhões de dólares para se descobrir que em janeiro chove.” (Folha de S. Paulo, dia 23 de janeiro, sobre diversas medidas anunciadas por autoridades públicas após tragédias causadas pelas chuvas)

Carlos Alberto Sardenberg: “Quando o consumo em geral vai mais depressa que a produção local, isso dá em duas consequências: aumentam as importações e … os preços. Serviços, por exemplo, como cortar o cabelo, engraxar um sapato ou contratar um pedreiro para reformar o banheiro, itens que não podem ser importados, vão logo subindo de preço.” (O Estado de S. Paulo, dia 24 de janeiro, ensinando porque o aumento do juro é, sim, forma de conter os excessos do consumo e dos preços)

Carlos Heitor Cony: “Não é a produção, distribuição e consumo das drogas que criam um Estado dentro dos Estados. Proibidas, formam uma rede marginal que entra em permanente conflito contra a polícia e contra as próprias células de produção e distribuição. O consumo, embora prejudicial como o do fumo e do álcool, não é criminoso. Malefício por malefício, o fumo pode provocar câncer. O álcool afeta o comportamento social e causa doenças mortais, como a cirrose. Grande parte dos acidentes de trânsito e rixas pessoais na vida comum tem como causa o consumo exagerado do álcool. (Folha de S.Paulo, dia 27 de janeiro, após demissão de secretário do Ministério da Justiça que defendeu o fim da prisão para pequenos traficantes que traficam para sustentar o próprio vício)

Ricardo Melo: “Condenado a 21 anos, Edemar recorre da sentença em liberdade, depois de alguns meses na prisão. É duvidoso que volte para lá, uma vez que a Justiça nacional é pródiga em artifícios para quem é bem relacionado, tem dinheiro e contrata um bom advogado. Conhecendo-se o Brasil, ninguém se surpreenda se, em breve, Edemar reaparecer em grande estilo nas colunas sociais.” (Folha de S.Paulo, dia 28 de janeiro, após reportagem do diário mostrar detalhes do interior da luxuosa mansão do ex-banqueiro)

Fernando Rodrigues: “O auge do DEM (ainda como PFL) foi em 1998. Elegeu 105 deputados. Era o maior partido da Câmara. No ano passado, conquistou meras 43 cadeiras. Uma perda brutal de 59% em 12 anos.” (Folha de S.Paulo, dia 29 de janeiro, sobre os rachas internos dentro do partido Democratas, que escolhe novo líder dentro da Câmara dos Deputados dia 31 e novo presidente até abril.