Arquivo do mês: julho 2015

Analise o histórico de quaisquer estatísticas. Ele pode ajudar a contar outra história

Um curso recém finalizado pelo Knight Center sobre noções básicas de matemática e estatística para jornalistas pinçou uma regra básica na análise de dados: é fundamental olhar a evolução das informações em um prazo mais prolongado, quando tais informações estiverem disponíveis.

O instrutor, Greg Ferenstein, alertou que não é recomendável ignorar a História, sobretudo em mudanças de opinião pública, quando torna-se ainda mais importante consultar os dados do passado longínquo.

O exemplo utilizado para demonstrar o ensinamento foi a opinião pública da sociedade norte-americana sobre pena de morte. Enquanto a evolução das estatísticas no curto prazo mostra uma coisa (falta de apoio à pena de morte no nível mais baixo de todos os tempos), os dados completos indicam outra (apesar das oscilações ao longo das décadas, a sociedade norte-americana mantém a mesma opinião ao longo de quase um século).

Dead penalty 2

Dead penalty 1

Concluiu o instrutor, em tradução livre: “Você ainda pode afirmar que a pena de morte está em declínio em popularidade, mas você teria que levar a História em conta. Ela muda tudo.”

Dias atrás, o Pew Research Center, que investiga há muito tempo a opinião pública dos Estados Unidos e também de outros países com muita eficiência, publicou uma avaliação a respeito das taxas de pobreza entre crianças negras, brancas, asiáticas e hispânicas.

Child poverty rates

Vale a mesma lição e a mesma conclusão: com exceção das crianças asiáticas, as estatísticas mostram uma evolução, para mais ou para menos, interessante no prazo mais curto. Mas, no longo prazo, entre 1975 e 2015, o nível de pobreza entre crianças (menores de 18 anos para o instituto) permanece razoavelmente sem alterações significativas.

Empresário e engenheiro, o ex-deputado que inspirou Lei de Licitações deveria ser pauta obrigatória

A agência de notícias da Câmara dos Deputados informou que uma comissão especial, criada para analisar alterações nas legislações que regem as contratações do setor público, vai ouvir, no dia 8 de julho, Luís Roberto Ponte.

lei de licitaçõesO convidado, segundo informa a reportagem, é empresário, engenheiro e ex-deputado federal.

Além disso, é dele a autoria do projeto de lei que foi aprovado, em 1993, e culminou na Lei de Licitações (lei 8.666/93), que disciplina como a administração pública deve proceder para comprar quaisquer bens e serviços.

Passados mais de 20 anos desde a promulgação da lei, e com os diversos debates já realizados sobre os problemas ainda existentes para promover licitações sem demora excessiva e também garantir compras eficientes pelos gestores públicos, é essencial que os principais jornais do país, programas de televisão e de rádio, ouçam o convidado e peçam a ele uma análise da lei que ele inspirou.

Se o potencial entrevistado tiver tempo disponível, é obrigação que cada jornal de circulação nacional lhe conceda uma página, e que os programas de rádio e televisão reservem para ele espaço para debates de 30 minutos, no mínimo.

Algumas perguntas não podem faltar:

– As regras de licitação existente garantem uma compra eficiente por parte da administração pública em sua opinião?

– Como conciliar uma quantidade de regras suficientes para evitar fraudes com a necessidade de promover licitações sem burocracia e dificuldades excessivas?