Paulistanos terão em breve aplicativos para saber localidade dos ônibus. No mundo, isso é comum


Painel

A notícia foi publicada no jornal Folha de S. Paulo dia 26 de agosto. A Prefeitura de São Paulo deve lançar uma iniciativa que deve transformar bastante – para melhor – a convivência entre o passageiro e o sistema de ônibus na capital paulista.

Hoje, apesar de os ônibus serem novos e confortáveis, o tempo de espera nos pontos de parada é grande e o cumprimento dos horários é imprevisível. O passageiro, ao chegar no ponto, pode esperar cinco ou cinquenta minutos, no trajeto de ida ou de volta – ou nos dois.

Movimento mundial – A iniciativa da prefeitura paulistana segue movimento adotado em várias cidades e estados no mundo todo: abrir os dados e as estatísticas coletados e gerenciados pelo poder público para que os especialistas – desenvolvedores de internet e cientistas da computação – possam criar aplicativos para fornecer serviços aos cidadãos.

Vale lembrar, sempre: se as informações são coletadas pelo poder público, elas são de poder da sociedade, que é responsável pelo pagamento, via tributos, do funcionamento da máquina pública.

Ao abrir os dados públicos, a prefeitura permite criar um mercado privado de desenvolvimento destes aplicativos, gerar novos postos de trabalho e melhorar a prestação de serviços aos cidadãos.

London tube

Exemplos de fora – Dois exemplos são muitos interessantes, do mesmo desenvolvedor, utilizando dados em tempo “quase real”. O pecado, em ambos, é o alerta que o desenvolvedor faz: os dados são “aproximadamente” em tempo real, o que impede o usuário de se programar com base nos dois serviços, sob risco de perder o trem.

Em um projeto, o especialista criou um serviço que mostra estações, itinerários, localidade dos trens na rede de toda a Grã-Bretanha (Inglaterra, País de Gales e Escócia). O cidadão pode escolher a estação e obter as informações. Em outro projeto, as pessoas conseguem as mesmas informações – quantidade, localidade e itinerário dos trens – do sistema metroviário de Londres, capital da Inglaterra.

Vale lembrar que Londres, como muitas cidades europeias, informa ao usuário, nos pontos de ônibus, em quantos minutos o próximo ônibus vai chegar. E o horário é realmente cumprido, tudo graças aos dispositivos GPS em cada ônibus – os mesmos dados públicos que a Prefeitura de São Paulo vai disponibilizar aos desenvolvedores de internet.

Em vez de ficar olhando fixamente para a rua sem saber quando o ônibus desejado via passar, o usuário poderá ir até o comércio mais próximo ou cumprir pequenas tarefas.

Exemplos – Muitas cidades têm os chamados “bus services trackers”, que são aplicativos que indicam ao usuário as rotas, os pontos de paradas, os horários e o local onde o ônibus está em tempo real.

O serviço da cidade de Chicago, nos Estados Unidos, é bem interessante e funcional. Cumpre todas as funções com facilidade e indica em quanto tempo o próximo ônibus chegará ao ponto de parada onde o passageiro se encontra.

Chicago bus tracker

Serviço da cidade de Chicago com informações sobre sistema de ônibus

Edimburgo, na Escócia, com cerca de 500 mil habitantes, e Londres, na Inglaterra, com cerca de 8,2 milhões de cidadãos, têm serviços similares, bastante eficientes e com informações completas.

Observação – Os ônibus na cidade de São Paulo foram caracterizados como confortáveis porque são novos e, na imensa maioria dos casos, limpos. Há problemas notórios no sistema de ônibus. Os principais são a falta de pontualidade (ninguém sabe quando o ônibus vai passar no ponto de espera), a demora para percorrer a rota (por causa do trânsito e das interferências nas vias) e a lotação nos horários de pico (como há nos melhores sistemas do mundo).

Todos querem um sistema de ônibus sem esses defeitos, mas vale recordar que, faz quase duas décadas, a renovação anual escalonada da frota é regra na capital paulistana. Os defeitos do sistema, mencionados antes, só serão resolvidos com mais linhas de trens e metrôs, e tecnologia, como informar o horário dos próximos ônibus nos pontos das principais rotas (assim acontece em várias capitais mundiais) e os aplicativos que usam os dados públicos do controle do sistema de ônibus para que o cidadão tenha uma ferramenta a mais para organizar a própria vida.

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Uma resposta para “Paulistanos terão em breve aplicativos para saber localidade dos ônibus. No mundo, isso é comum

  1. Não há um aplicativo ainda, mas o localizador pelo site da SPTrans (que tem uma versão móvel) funciona muito bem. O único senão é que, antes, ele era atualizado em tempo real e, hoje, tem um cache de um ou dois minutos. Mas é compreensível essa decisão. Acredito que ela valerá para o eventual aplicativo que for criado.

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