Os aviões não tripulados foram úteis para a mídia cobrir as recentes manifestações populares?


Os recentes e recorrentes protestos populares em Istambul, na praça Taksim, Turquia, e em cerca de cem diferentes cidades brasileiras serviu para apresentar aos jornalistas, de forma mais amplificada, e ao público os aviões não tripulados – ou ‘drones’, como são chamados em língua inglesa.

Drone journalismDesenvolvidos para ações militares e de vigilância, os ‘drones’ foram adaptados para o uso em funções civis. Muitos aeromodelistas adaptaram e possuem tipos diferentes de pequenos aviões dirigidos por controle remoto. Um equipamento pode variar entre US$ 1.000 e US$ 2.500, mas há preços e portes para todos os gostos e necessidades.

Os protestos, que atraíram dezenas de milhares de pessoas em passeatas em São Paulo, por exemplo, contaram com a presença de pequenos aviões não tripulados sobrevoando os manifestantes para obter imagens em movimento de ângulos diferentes.

No Brasil, o uso desses equipamentos na cobertura de fatos e na construção de reportagens foi decorativo e ilustrativo. Os helicópteros alocados pelas principais emissoras de televisão conseguiram cumprir bem melhor a função de oferecer aos leitores e à audiência informações a respeito da dimensão dos protestos. Em outros locais, onde há controle rígido para a prática do jornalismo ou há risco à segurança dos jornalistas, cresce a importância dos ‘drones’.

Vale considerar que os custos dos ‘drones’, tanto de aquisição quanto de operação, são mais singelos. Eles também conseguem imagens mais aproximadas das pessoas e dos acontecimentos. E o equipamento, conforme o uso se torne mais disseminado, pode ser uma ferramentaútil para capturar imagens diferenciadas com custos bastante razoáveis, com qualidade de imagem e segurança para os profissionais de imprensa.

Nos Estados Unidos, as faculdades de jornalismo da Universidade de Nebraska e da da Universidade do Missouri já têm laboratórios de pesquisa sobre o uso de pequenos aviões não tripulados em atividades civis e jornalísticas, apoiadas por deapartamentos de tecnologia. Os ‘drones’ podem ajudar a capturar imagens ou até amostras de água que possam servir para reforçar reportagens.

Saiba mais:

Se já tem verbete na Wikipedia, o assunto já começa a ficar disseminado, certo?

No jornal Folha de S.Paulo, foi publicado um interessante artigo sobre uso e legislação dos ‘drones’ no jornalismo.

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