Arquivo do mês: junho 2013

Um mapa de bairro pode ser o pontapé para um projeto que junta História, Jornalismo e muito mais

San Francisco place names

Um projeto muito interessante, produzido por Noah Veltman, desenvolvedor de projetos na internet, aproveitou a interatividade da internet para oferecer Jornalismo e História com um dos ingredientes mais eficientes para chamar a atenção do público: a proximidade.

Quanto mais próxima a notícia for da realidade do leitor, mais o leitor dará atenção a ela. Com um mapa da cidade norte-americana de São Francisco, Califórnia, o autor explica quem foi ou o que fez cada pessoa que dá nome às ruas e avenidas.

Ao clicar no nome da rua, abre-se uma janela com um breve resumo do currículo do personagem, que, por vez, dá acesso a uma página na Wikipédia, com mais explicações.

O projeto, denominado History of Sao Francisco  Place Names, poderia ser bastante explorado em escolas de ensino fundamental e médio, principalmente em aulas de laboratórios extra-curricular, com objetivo de ensinar noções de informática, programação, internet, Jornalismo, História e pesquisa.

Os personagens que dão nome às ruas de cada bairro, ao exemplo do projeto são franciscano, poderiam também ganhar páginas na Wikipédia.

Poderia, inclusive, ser construído em processo colaborativo, onde as pessoas de cara bairro ao redor da escola pudessem corrigir ou acrescentar informações, preferencialmente sob a supervisão de um especialista ou professor.

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Os aviões não tripulados foram úteis para a mídia cobrir as recentes manifestações populares?

Os recentes e recorrentes protestos populares em Istambul, na praça Taksim, Turquia, e em cerca de cem diferentes cidades brasileiras serviu para apresentar aos jornalistas, de forma mais amplificada, e ao público os aviões não tripulados – ou ‘drones’, como são chamados em língua inglesa.

Drone journalismDesenvolvidos para ações militares e de vigilância, os ‘drones’ foram adaptados para o uso em funções civis. Muitos aeromodelistas adaptaram e possuem tipos diferentes de pequenos aviões dirigidos por controle remoto. Um equipamento pode variar entre US$ 1.000 e US$ 2.500, mas há preços e portes para todos os gostos e necessidades.

Os protestos, que atraíram dezenas de milhares de pessoas em passeatas em São Paulo, por exemplo, contaram com a presença de pequenos aviões não tripulados sobrevoando os manifestantes para obter imagens em movimento de ângulos diferentes.

No Brasil, o uso desses equipamentos na cobertura de fatos e na construção de reportagens foi decorativo e ilustrativo. Os helicópteros alocados pelas principais emissoras de televisão conseguiram cumprir bem melhor a função de oferecer aos leitores e à audiência informações a respeito da dimensão dos protestos. Em outros locais, onde há controle rígido para a prática do jornalismo ou há risco à segurança dos jornalistas, cresce a importância dos ‘drones’.

Vale considerar que os custos dos ‘drones’, tanto de aquisição quanto de operação, são mais singelos. Eles também conseguem imagens mais aproximadas das pessoas e dos acontecimentos. E o equipamento, conforme o uso se torne mais disseminado, pode ser uma ferramentaútil para capturar imagens diferenciadas com custos bastante razoáveis, com qualidade de imagem e segurança para os profissionais de imprensa.

Nos Estados Unidos, as faculdades de jornalismo da Universidade de Nebraska e da da Universidade do Missouri já têm laboratórios de pesquisa sobre o uso de pequenos aviões não tripulados em atividades civis e jornalísticas, apoiadas por deapartamentos de tecnologia. Os ‘drones’ podem ajudar a capturar imagens ou até amostras de água que possam servir para reforçar reportagens.

Saiba mais:

Se já tem verbete na Wikipedia, o assunto já começa a ficar disseminado, certo?

No jornal Folha de S.Paulo, foi publicado um interessante artigo sobre uso e legislação dos ‘drones’ no jornalismo.

Como formar novos leitores – e mais jovens?

Na indústria da mídia impressa, sempre esteve em pauta o desafio de formar novos leitores – principalmente porque os indicadores mostram que o brasileiro não é um leitor voraz. Além da crise diante da evolução tecnológica, a mídia impressa sofre com o envelhecimento do público fiel aos jornais e revistas.

A preocupação da mídia impressa encontra eco em diversas famílias: como fazer os jovens trocarem as plataformas eletrônicas pelos jornais e revistas? Como transformar a leitura em algo rotineiro e agradável?

Na revista Época, o colunista Danilo Venticinque escreve periodicamente sobre assuntos como esses. Basta conferir. Em um dos artigos mais recentes, ele listou algumas atitudes que ajudam a formar leitores.

Veja mais:

Jornais precisam ousar nas estratégias para atrair leitores mais jovens.

Jornal impresso pode interagir mais com leitores – e outros textos corrrelatos.

Opinião a gente respeita: Leitor critica falta de foco na defesa dos direitos humanos

Opinião11O leitor, quando comenta, raramente erra o alvo. Para expor a opinião publicamente, costuma pensar muito antes.

Na Folha de S.Paulo, dia 2 de junho, os três que escreveram sobre recente reportagem que mostrou superlotação em cadeias recentemente construídas e inauguradas foram certeiros.

Vale complementar: a redução ou o aumento da violência tem relação – maior ou menor – com diversos fatores, todos dependentes em algum grau com a eficiência de políticas públicas.

Entre os principais fatores que impactam na oscilação dos índices de violência, estão a melhoria do sistema educacional, a eficácia das polícias e do sistema judiciário nacional, o desempenho da economia e a redução da taxa de emprego.

Opinião12Enquanto a impunidade continua elevada e a qualidade da educação muito ruim, a economia brasileira mostra desempenho relativamente satisfatório nos últimos dez anos – tanto que as taxas de emprego melhoraram e o país convive, há algum tempo, com o que os economistas chamam de pleno emprego.

No entanto, as taxas da maioria dos crimes cresceram no último ano.