Sugestão de pauta: Do México e EUA, ideias para o poder público ocupar áreas embaixo dos viadutos


Uma reportagem interessante do The Washington Post dias atrás narrou as características de um programa urbano em execução pelas autoridades públicas da Cidade do México, capital mexicana, costumeiramente lembrada por ser caótica.

A iniciativa – chamada Bajo Puentes – não é nova para os moradores de lá, nem para os mexicanos. Começou por volta de junho de 2011. Quatro áreas foram revitalizadas com esforço do setor privado e regulação do poder público. Outras 24 estão nos planos das autoridades, conforme notícia a mídia local.

O programa visa recuperar locais embaixo de viadutos e pontes que cruzam a cidade. Esse é um problema bastante presente nas cidades de diversos países, sobretudo os subdesenvolvidos. Esses espaços, por serem geralmente abandonados  pela prefeitura, costumam ser ocupados por moradores de rua, atividades informais ou ilegais e também viram depósito de entulho e lixo.

Setor privado – O programa da Cidade do México transfere a gestão do espaço para a iniciativa privada, que se torna responsável pelos investimentos necessários para recuperar a área e instalar negócios e atividade comercial legal em 30% da área. Metade do terreno precisa ser recuperado e mantido como espaço público de lazer e recreação e 20% é reservado para vagas de estacionamento.

O conceito de conceder a gestão do espaço ao setor privado é criar atividades e negócios que atraiam as pessoas para essas áreas, o que aumenta a movimentação e a segurança. Os espaços “embaixo das pontes” passam a ter mesas para alimentação (sem a necessidade de comprar comida e bebida no comércio lá instalado), banheiros públicos e iluminação.

Sugestão de pauta – Essa história merecia atenção da mídia brasileira, considerando que a degradação urbana embaixo e ao redor de pontes e viadutos está bastante presente nas cidades brasileiras. O problema é tão notório ó município de São Paulo é palco, há muitos anos, de um debate sobre  a melhor solução para o Minhocão: demoli-lo ou não.

Seria interessante apresentar ao público brasileiro as soluções construídas em Nova Iorque (revitalização da High Line, uma espécie de Minhocão lá) e na Cidade do México, e comparar os desafios e resultados

Veja mais:

Em um artigo neste blog, é possível verificar, pelas fotos, que muitas localidades no mundo enfrentam, com programas públicos de urbanismo, o desafio de revitalizar as áreas localizadas embaixo de pontes e viadutos.

Navegue pelo Google Maps e veja alguns espaços revitalizados pelo projeto da Cidade do México.

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