Novo projeto do ProPublica quer engajamento dos leitores para inspirar mudanças e consequências


O ProPublica, uma empresa jornalística bastante inovadora e investigativa, lançou uma iniciativa simples para envolver o leitor e colher dele contribuições que vão desde opiniões e informações para complementar matérias até sugestões e ideias.

A instituição quer que as reportagens tenham, como consequência, mais engajamento dos leitores e, dessa forma, aumentar as chances que as notícias e informações descobertas dos repórteres gerem mudanças – para melhor, claro – dos fatos mostrados.

Interrogações – A iniciativa recém-lançada e bem-intencionada, ainda terá de mostrar resultados. Praticamente todas as empresas jornalísticas têm ferramentas para envolver o leitor, seja com comentários ou pedindo a eles que comuniquem erros encontrados nas reportagens, até enviando fotografias e sugestões de temas que eles gostariam que as redações apurassem.

Quando pedir informações e dados para complementar as reportagens, terá de apurar as informações com repórteres suficientes. Para esse tipo de jornalismo, usa-se a expressão crowdsourcing, na qual as redações usam a “capacidade instalada” da audiência, ou seja, aproveitam a quantidade de pessoas disponíveis e as habilidades ou o conhecimento delas para ajudar no trabalho jornalístico.

GetInvolved

Curadoria de ideias – Pedir ideias e propostas aos leitores é muito interessante, mas exigirá que a redação eleja uma comissão de repórteres para atuar como curadoria das mensagens.

Além disso, os jornalistas terão de enviar as propostas para as autoridades ou responsáveis, acompanhar as consequências e dar uma resposta aos leitores. De nada adiantará se tal mecanismo se transformar apenas em mais um painel de comentários dos leitores.

Saiba mais:

Veja duas outras iniciativas do ProPublica que mostram a qualidade do trabalho jornalístico desenvolvido pela empresa. Uma matéria usa ferramentas de visualização de dados para mostrar facilmente como pensam os parlamentares norte-americanos a polêmica entre o direito constitucional de portar armas e o desejo de implementar leis que assegurem maior controle sobre elas.

Em outra investigação, autoridades federais dos Estados Unidos tiveram de determinar que companhias farmacêuticas informem quanto e como pagam médicos por atividades como pesquisa, consultoria, palestras, viagens ou simplesmente entretenimento.

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