Em 2025, metrópoles brasileiras devem ter o dobro do PIB. Como organizar essa riqueza?


A Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) tem números superlativos. Hoje, tem quase 20 milhões de pessoas, cada uma com renda média anual de US$ 23 mil. Em 2025, segundo um trabalho baseado em estatísticas municipais elaborado pelo McKinsey Global Institute, deve ter população 18% maior, mas um PIB quase 110% superior, o que elevará a renda média anual de cada habitante em 60%, para US$ 37 mil.

A variação é significativa, mas o patamar está ainda longe de qualquer cidade de primeiro mundo. Em Nova Iorque, por exemplo, para comparação, terá cidadãos com renda média anual de US$ 79 mil. Outras metrópoles brasileiras também terão desempenho similar: PIB muito maior, população pouco maior e maior riqueza per capita entre 2010 e 2015:

– Rio de Janeiro e entorno: em 15 anos, PIB 97% maior, população 15% maior e renda média anual per capita 56% maior.

– São José dos Campos e entorno: em 15 anos, PIB 90% maior, população 15% maior e renda média anual per capita 50% maior.

– Salvador e entorno: em 15 anos, PIB 135% maior, população 26% maior e renda média anual per capita 78% maior.

– Belo Horizonte e entorno: em 15 anos, PIB 134% maior, população 21% maior e renda média anual per capita 80% maior.

– Fortaleza e entorno: em 15 anos, PIB 97% maior, população 15% maior e renda média anual per capita 56% maior.

McKinsey

Dinamismo mundial – O instituto da consultoria McKinsey analisou as estatísticas dos municípios ao redor do mundo para identificar as 600 com maior dinamismo para elevar a renda média global, considerando as cidades que formam as regiões metropolitanas.

O objetivo da instituição é oferecer dados para que empresas e autoridades planejem melhor a organização de tamanha riqueza que emergirá nessas cidades consideradas centros de irradiação e de gravidade da riqueza mundial. Serão as mais dinâmicas, de onde o dinheiro partirá e para onde certamente irá.

Planejar a riqueza – A pergunta que fica para os eleitores, para os candidatos e futuros eleitos é como gerenciar tamanha massa de pessoas e recursos em cada cidade. Em cidades mais organizadas ou com histórico de organização mais longínquo ou recente de boas políticas públicas em funcionamento, a riqueza e a população excedentes podem ser considerados bons problemas.

Em cidades brasileiras, repletas de exemplos nos quais a riqueza aumenta, mas é administrada e aplicada sem eficiência assegurada, o crescimento pode ser um problema.

Por isso, nas próximas eleições municipais, é preciso que os grandes problemas sejam pensados e debatidos e para eles sejam sugeridas diretrizes e propostas. Como garantir, no longo prazo, a mobilidade de 23 milhões de pessoas na RMSP? Como manejar os recursos ambientais, sobretudo hídricos, para garantir o abastecimento de água e a saúde pública ao mesmo tempo? Como distribuir a riqueza em todas as regiões?

Para saber mais:

A revista norte-americana Policy Foreign abordou com muita criatividade o estudo da McKinsey. Publicou fotos-legendas para 75 mais dinâmicas cidades. Infelizmente, as descrições resumidas de cada cidade nem sempre correspondem ao aspecto mais problemático, vibrante ou inovador da localidade. Mas a ideia foi muito boa. Vale conferir.

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