Quantos estudantes universitários concluem o curso no tempo adequado?


Tempo de graduação EUAO The Washington Post publicou uma sugestiva reportagem indicando que, nas universidades estaduais nos Estados Unidos, muitos estudantes de graduação estão concluindo os cursos além dos prazos estabelecidos. O mesmo sintoma é percebido no sistema privado de ensino superior.

O atraso em concluir o curso causa prejuízos. Quando as universidades são públicas (o que, nos Estados Unidos, nem sempre significa que são gratuitas), há um custo financeiro para o Estado que perdura além do prazo. Um estudante que não se forma ocupa o espaço de um calouro que poderia ingressar no curso.

Quanto há necessidade de pagar pelas despesas, o atraso em terminar o curso sobrecarrega a conta corrente dos pais e familiares, que pagam valores elevados além do prazo previsto.

No Brasil, é bem provável que haja o mesmo comportamento, tanto nas universidades públicas (que são sinônimo de gratuidade) quanto nas privadas.

O problema para uma investigação jornalística será a falta de estatísticas – e uma possível falta de interesse dos gestores das instituições de ensino em divulgá-las. Se o Ministério da Educação exigir a prestação dessa informação periodicamente, o trabalho pode ser facilitado. Caso contrário, o jornalista terá de acessar universidade por universidade, com especial atenção para as maiores e para as públicas, custeadas com dinheiro dos impostos.

Nova lei – Dentro do sistema público de ensino superior, a tarefa de descobrir em quanto tempo os estudantes de graduação estão se formando ganhou um aliado: a Lei de Acesso à Informação, promulgada em 18 de novembro de 2011 e que passou a valer a partir de maio de 2012.

A Lei nº 12.527 estabelece os procedimentos para o cidadão solicitar e receber informações de órgãos e instituições públicos. É aplicável aos três poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

As universidades públicas, federais ou estaduais, como instituições de Estado, também precisam criar mecanismos para prestar esclarecimentos e fornecer dados quando requisitadas pela sociedade dentro dos parâmetros da lei.

Sugestão de pauta – Certamente não será tarefa fácil, até porque, historicamente, as universidades públicas brasileiras costumam não ter uma política transparente de divulgação de informações operacionais e de gestão financeira. Mas a lei abrange toda a máquina pública – e pode abrir um campo interessante para o trabalho dos jornalistas.

Se os governos e ministérios serão obrigados a divulgar diversas informações, as instituições públicas de ensino superior devem informar em quanto tempo os alunos estão se formando.

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