Apogeu e queda de Ricardo Teixeira: quem, da imprensa, se destacou – e por quê


Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) desde 1989, renunciou aos cargos, tanto na CBF quanto no Comitê Organizador Local da Copa-2014 (COL). As redações já vinham, há algum tempo, organizando informações para publicar instantaneamente. Esse planejamento antecipado deve-se por três razões: Teixeira é um personagem entre os mais polêmicos em um tema que envolve muita paixão, está passando por problemas de saúde e vivia na iminência de sair da CBF. Erta preciso, então, estar com material pronto para um acontecimento repentino.

Na internet, já há boas matérias, principalmente aquelas que funcionam como retrospectiva da vida do cartola do futebol e também bastidores da Confederação Brasileira de Futebol. Uma rápida análise sobre os infográficos e outros recursos para mostrar visualmente as informações ensinam o que fazer e o que não fazer para deixar os leitores bem informados.

O UOL publicou um belo conjunto de fotos-legendas organizados historicamente, dos fatos mais antigos aos mais recentes. Na prática, funcionou como uma linha do tempo bastante informativa. Estão lá fatos marcantes e pitorescos que mostram como decidia e agia o cartola máximo do futebol brasileiro. Nota dez.

O mesmo UOL, no entanto, editou logo na primeira página do portal um título: “Gráfico da linha do tempo de Ricardo Teixera”. Ao acessar, o que se viu foi uma série de fotografias que demonstravam o envelhecimento do cartola. Não entregou informação. Nota zero.

O portal Globoesporte.com apostou no texto como forma de contar as histórias. De novidade, trouxe uma tabela que informa a evolução do faturamento e do lucro da CBF. Poderia ter ousado mais, com infográficos e outros recursos visuais. Mas entregou informação relevante. Nota sete.

A revista Época publicou na internet uma matéria extensa sobre Ricardo Teixeira e brindou os internautas com uma linha do tempo simples e bem feita, mostrando alguns dos principais casos envolvendo o cartola. Não explorou com profundidade e pesquisa histórica um conjunto maior de acontecimentos, mas ofereceu um bônus ao leitor. Nota sete.

Pesquisa histórica fez a Folha.com. Apostou em uma reportagem na qual o texto predomina, mas ofereceu vários “blocos” de dados para os leitores. Uma cronologia muito bem feita lista vários – se não todos – os fatos polêmicos envolvendo Ricardo Teixeira. Para os aficionados, mostra ainda todos os técnicos e todos os títulos conquistados na era Teixeira. Como é tradição, a pesquisa histórica é entregue também na forma de uma sequência de fotos, tal qual fez o UOL. Poderia ter oferecido ao leitor a possibilidade de acessar algumas reportagens relacionadas às fotos antigas. Mas é um belo trabalho. Nota dez.

O portal do jornal O Estado de S. Paulo produziu uma linha do tempo muito bem feita – talvez a mais completa da cobertura de hoje – por causa de dois aspectos: juntou pesquisa histórica e boa descrição do fato apresentado em cada imagem. Nota dez.

O jornal esportivo Lance! também fez uma boa cobertura. Além das principais informações, analisou para o leitor fatos que se encaixam na herança positiva e negativa da gestão de Teixeira no futebol brasileiro. O destaque da cobertura foi o álbum com as charges elaboradas por Gustavo Duarte e Mario Alberto – um verdadeiro espetáculo que mistura humor, ironia, conhecimento e muita técnica. Nota onze. Afinal, quem não gosta de charges?

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s