Sem papas na língua: opinião firme é isso aqui


“As entidades estudantis chilenas que organizam os protestos em curso já fustigavam, há anos, o governo de centro-esquerda de Michelle Bachelet. No Brasil, ao contrário, as principais entidades estudantis funcionam como extensões do PT e do PC do B. Financiadas pelo governo, a UNE e congêneres
incensam seus patronos, não se furtando nem mesmo a aplaudir os disfarces mais óbvios de nosso apartheid educacional. Elas celebram o ProUni, pelo
qual o governo concede ‘vouchers fiscais’ aos empresários do ensino superior enquanto condena os estudantes de baixa renda a preencher vagas ociosas nas piores faculdades privadas.” (Demétrio Magnoli, em “A UNE deles e a nossa”, em O Estado de S. Paulo, dia 1 de setembro, comparando o protesto das entidades estudantis no Chile com o comportamento da congênere brasileira)

“Reduzir de 25% para 20% o álcool anidro na mistura com a gasolina ficou longe da solução. O álcool anidro corresponde a apenas 35% da produção total de álcool. Significa que essa economia não passa de 1,75% do total. É uma decisão discutível sobre outros aspectos, mas, especialmente, por mais dois: não resolve o problema; e aumenta o consumo de gasolina – que, hoje, a Petrobrás também importa.” (Celso Ming, em “Engasgado no álcool”, em O Estado de S. Paulo, dia 1 de setembro, sobre erros do governo federal em tentar equilibrar a oferta e a demanda por álcool)

“Convenhamos, governo que quer cortar gasto de verdade não é governo que que possa manter 38 ministérios e ainda pense em criar mais um. Com a anunciada pasta das Micro e Pequenas Empresas, serão 39. Em 2002, antes de Lula assumir, eram 24.” (Dora Kramer, em “Muita sede ao pote”, em O Estado de S. Paulo, dia 31 de agosto, sobre firmeza do governo federal em manter as contas equilibradas)

“Quando uma decisão inesperada ou não convencional produz bons resultados, foi uma ousadia. Se dá errado e é preciso recuar, uma imprudência. Em caso de dano irreversível, um desatino. O governo foi ousado ao enfrentar a crise de 2009 com uma guinada na política econômica e medidas que fugiam ao figurino tradicional. Aquele sucesso em minorar a recessão e retomar o crescimento da renda ajuda a explicar a decisão de anteontem, inesperada e não convencional, de reduzir os juros antes de uma previsão consistente de queda dos índices de preços.” (Gustavo Patu, em “Ousadias e desatinos”, na Folha de S.Paulo, dia 2 de setembro, sobre críticas à queda inesperada da taxa de juros)

“É a segunda greve desses servidores em pouco mais de dois meses, algo inédito. (…) Não dá para engolir uma greve como essa, com implicações tão cruéis, mas o que fez o prefeito para evitar a sua repetição em período tão breve, além de dizer, diante do caos, que agora será ‘implacável’? O serviço, como se diz, é ‘essencial’, mas aqueles que o realizam são descartáveis.” (Fernando Barros e Silva, em “Morrer em São Paulo”, na Folha de S.Paulo, dia 2 de setembro, sobre greve do serviço funerário na cidade)

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