O que os jornalistas disseram de interessante na última semana


“Quer dizer que a solução para os EUA é o PMDB? Bem, podemos pensar em exportar nosso bastião da "governabilidade" e seus satélites. O FBI vai ter trabalho, mas a Casa Branca pode conquistar seus 15 minutos de sossego na economia.” (Vinicius Mota, em "Obama e o PMDB", no jornal Folha de S.Paulo, dia 15 de agosto de 2011, analisando diferenças nas relações entre governo e congressistas no Brasil e nos EUA e afirmando que, enquanto aqui há partidos sempre prontos a trocar apoio por regalias, lá o presidente tem de conviver com a oposição se o próprio partido não obter maioria no Parlamento)

“Como os demais escândalos de corrupção das últimas décadas, os recentes muito provavelmente produzirão mais catarse do que vergonha genuína, daquelas capazes de evitar a repetição posterior dos vícios.” (Gustavo Patu, em "Nem multiplicando por três", no jornal Folha de S.Paulo, dia 15 de agosto de 2011, sobre a repetição de casos de corrupção no Brasil e a paralisação que eles causam no andamento dos temas mais sérios e importantes)

“Numa absoluta (e absurda) inversão de valores, as reações à ação da PF em cumprimento a decisão judicial ganharam mais destaque nos últimos dias que os atos cometidos em altos gabinetes dos Ministérios dos Transportes, da Agricultura e do Turismo. Ficaram em segundo plano o superfaturamento, o pagamento de propinas, o tráfico de influência, o empreguismo, o nepotismo, o acobertamento, o favorecimento e malversações do gênero que grassam em repartições públicas federais como parte da rotina.” (Dora Kramer, em "Inversão de valor", no jornal O Estado de S. Paulo, dia 16 de agosto de 2011, sobre políticos e autoridades que ficaram indignados com a exposição, na mídia, daqueles que foram presos sob suspeita de corrupção)

“Depois do mensalão, o PT percebeu que a "agenda ética" tem impacto residual na base da sociedade. E soube tirar dividendos da máxima brechtiana: primeiro vem o estômago, depois a moral.” (Fernando de Barros e Silva, em "A solidão de Dilma", no jornal Folha de S.Paulo, dia 17 de agosto de 2011, sobre a ausência de apoio e engajamento do PT à presidenta enquanto ela demite e tenta eliminar focos de corrupção na administração federal)

“As notícias chegaram todas numa única quinta-feira: números ruins da indústria e do desemprego nos Estados Unidos; suspeita das autoridades regulatórias americanas sobre os bancos europeus; relatórios de bancos revendo para baixo o crescimento na Europa e nos Estados Unidos. Quando o mercado opera em ‘modo crise’, ele só soma as más notícias.” (Miriam Leitão, em "Modo crise", no jornal O Globo, dia 19 de agosto de 2011, sobre o pessimismo do mercado que fica cada vez mais assustado conforme as velhas notícias são divulgadas)

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