O que eles – os jornalistas – disseram de mais interessante nos últimos dias


"No sentido político, Dilma é a Eva tirada da costela do Adão da Silva. (…) É evidente que há diferenças entre o padrinho e a afilhada, a principal das quais é o fim da crispação a que Lula conduzira a política brasileira. A carta da presidente a Fernando Henrique Cardoso é a mais forte demonstração de que Dilma está se esforçando para introduzir a civilização em um ambiente que o antecessor tornara tosco demais." (Clóvis Rossi, em "Mulher do Lula. Para sempre?", no jornal Folha de S.Paulo, dia 16 de junho de 2011, sobre a relação e as diferenças de comportamento entre a atual e o ex-presidente da República)

"E José Eduardo Cardozo, por onde anda? Ministros da Justiça têm importância decisiva em qualquer governo, até em regimes militares. (…) Mas vamos focar a era Lula. Márcio Thomaz Bastos tinha o escovão mais requisitado da República: vivia tentando apagar os rastros dos colegas, como o do próprio Palocci na quebra do sigilo do caseiro Francenildo." (Eliane Cantanhêde, em "Onde está o Wally Cardozo?", no jornal Folha de S.Paulo, dia 16 de junho de 2011, sobre o sumiço do atual ministro da Justiça durante o período de crise política)

"Mas talvez o fim de um amor seja um fenômeno tão misterioso quanto o apaixonamento. Talvez existam duas mágicas opostas, igualmente incontroláveis, uma que faz e outra que desfaz." (Contardo Calligaris, em "Por que acaba um casal?", no jornal Folha de S.Paulo, dia 16 de junho de 2011, sobre a forma como a sociedade enxerga namoros e casamentos)

"Cabral, o Pedro, descobriu o Brasil. Que agora descobre Cabral, o Sérgio." (Ricardo Noblat, em "Nas asas de Eike", no jornal O Globo, dia 4 de julho de 2011, sobre a descoberta que o governador fluminense utilizou em diversas ocasiões privadas o jato do empresário Eike Batista)

“A relação entre o real e o dólar é problema quando sobe e quando cai.” (Miriam Leitão, em “Câmbio, desligo”, no jornal O Globo, dia 7 de julho de 2011, sobre o persistente processo de fortalecimento do real frente ao dólar e a quantidade de causas e consequências negativas e positivas que permeiam o tema)

“Alguns números não querem dizer o que parecem, precisam ser explicados; mas os da taxa desagregada de desemprego querem dizer exatamente o que dizem: o mercado de trabalho no Brasil, mesmo num momento em que tantos empresários se queixam de falta de gente, se dá ao luxo de preferir e preterir. O mercado prefere homens brancos, deixa em segundo plano mulheres, tenta evitar os muito jovens e cria ainda mais barreiras para mulheres negras. Pode-se explicar o fenômeno com qualquer contorcionismo, mas seria preferível ver o que os números contam. Eles contam que o mercado de trabalho no Brasil discrimina.” (Miriam Leitão, em “Números que contam”, no jornal O Globo, dia 5 de julho de 2011, sobre o índice de desemprego brasileiro, que atingiu 6,4% em maio – e 20% para jovens negras de 18 a 24 anos)

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