Os diamantes de sangue de novo no topo da pauta da mídia


A participação da modelo Naomi Campbel em um interrogatório que investiga o comércio dos chamados “diamantes de sangue” de Serra Leoa e outros países africanos. Ela assumiu ter ganho em 1997 alguns diamantes em estado bruto de um ex-dirador da Libéria, país que usava o dinheiro arrecadado com a venda de diamantes de conflito para fornecer armas para grupos em  Serra Leoa.

A questão serve como ponto de partida para entender fatos ao redor de uma antiga história. A exploração e o comércio de diamantes extraídos em países africanos sempre serviu para financiar guerras civis e conflitos étnicos no continente e manter ditadores sanguinários no poder. Quem compra as pedras, ora, são aqueles que têm poder aquisitivo para tal.

Vale uma rápida leitura no que foi chamado como Kimberley Process, um sistema de certificação para garantir que diamantes comercializados no mercado mundial não sejam provenientes de conflitos.

Diamond Producers

A produção de diamentes é grande. A Rússia, como mostra o gráfico produzido por The Economist, é o campeão disparado na produção de diamantes. Dos 15 maiores produtores mundiais, mais de dez estão no continente africano – e a Rússia não é o campeão de respeito às leis. Um quilate, no mercado de diamantes, equivale a 200 miligramas.

Independente do tamanho da produção, alguns milhões de receitas com diamantes contrabandeados são suficientes para manter conflitos sanguinários. Libéria, Serra Leoa, Congo, Costa do Marfim e Zimbábue são alguns exemplos que nações que sofreram – e ainda sofrem – longos momentos de violência por causa dos diamantes de sangue.

Para saber mais: Aos que ainda não assistiram, vale ver dois filmes. O primeiro é  Diamantes de Sangue, que mostra como a extração das pedras vendidas de forma ilegal alimenta guerras na África e faz a riqueza de algumas empresas. O segundo chama-se O Senhor das Armas e mostra o funcionamento do mercado internacional de armas, desde a fabricação até a venda para ditadores e grupos envolvidos em guerras civis na África.

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