Arquivo do mês: agosto 2010

Leitor fica indignado com aplausos para transgressão da lei

25ago O Globo leitor

Concorde ou não, o Café Expresso respeita a opinião daqueles que escrevem para os jornais – e separou outra que vale a pena ser lida.

Foi publicada no jornal O Globo, dia 25 de agosto. E tem lá sua razão.

Reclama dos aplausos que frequentadores de boteco oferecem para donos de bar que devolvem mesas na calçada tão logo a fiscalização se vai.

Por isso, se beber, não dirija – e se a mesa estiver na calçada, não aplauda quem a colocou lá.

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A jornalismo das multidões é modismo ou realidade?

O jornalismo com o apoio das multidões é um mito, um modismo ou uma realidade? Logo de cara, assumo que não tenho resposta conclusiva, mas tenho alguns palpites. Para mim, é uma realidade, mas desde que a tal da multidão seja composta por pessoas com passado e tradição de engajamento em alguma causa. Essa é uma ressalva muito importante.

23ago Eu Repórter Há casos de sucesso, outros nem tanto. E há formas e formas para atingi-lo. Os grandes veículos de comunicação, por exemplo, têm conseguido angariar a opinião dos leitores e ouvintes. Usam tais informações para pautar reportagens – ou até como espinha dorsal delas. Isso deriva de um fator importante. Os jornais, quando respeitados, têm uma clientela fixa e fiel, que o apóia e o ajuda, ainda mais quando é solicitada para isso e basta um e-mail para fazê-lo.

Bons exemplos – A pequena, mas interessante, reportagem de O Globo ajuda a exemplificar. A administração pública local atendeu à solicitação do munícipe, que desejava um conserto no asfalto. Mas, além do buraco, cobriu de piche também a boca de lobo pela qual escorrem as águas pluviais. Por sorte, o cidadão tinha feito registro fotográfico dos dois momentos: o do problema reclamado e o da solução dada pela prefeitura.

Outro exemplo, recente, é o projeto Chega de Queimadas, promovido por organizações ambientais, que conquistou o apoio de 150 mil internautas em dois dias. Pessoas, individualmente, enviaram relatos de locais e culpados por queimadas . Vale registrar que o Brasil passa por longo período de estiagem, com tempo seco e baixa humidade relativa no ar, ambiente propício para incêndios e destruição do patrimônio ambiental. Os autores usaram a tag (etiqueta) #chegadequeimadas na rede social Twitter, colocando o tema entre os mais comentados mundialmente em poucas horas após o início. Em seguida, o portal de notícias ambientais O Eco fez um mapa interativo das queimadas para indicar ocorrências a partir de relatos e fotos de leitores.

Fracasso – Nem todas as iniciativas ganham tamanha adesão.  Fiz uma experiência recente para testar o fenômeno do “crowdsourcing” – quando as multidões participam das reportagens como fontes e até autoras. Esse termo, na minha opinião, deve ser empregado para exemplificar aqueles casos nos quais as pessoas, individualmente, participam do fluxo da notícia, enviando sugestões e opiniões para uma pergunta feita por algum especialista ou por algum veículo de comunicação.

Escolhi, como método, o tema futebol, por ser um dos que mais recebem comentários de internautas em diversos blogs sobre esportes. Circunscrevi a abordagem: características dos serviços dentro e no entorno dos estádios. Delineei também quais os tipos de informações – vários – que os internautas poderiam conferir, pois nem todos conseguem imaginar que ajuda dar. Distribuí, em um domingo, dia de rodada do campeonato brasileiro, um aviso em diversos blogs que debatem futebol. Resultado: aproximadamente 400 acessos, mas somente dois comentários.

Fatores de sucesso? – Penso em fatores que influenciam o resultado. Minha audiência via blog e redes sociais não é grande. No entanto, espalhei a chamada para o exercício de jornalismo colaborativo sobre futebol em diversos blogs, que ajudaram a espalhar a iniciativa. Acredito que o torcedor de futebol e o ativista ambiental são internautas bastante diferentes. O primeiro é um apaixonado por consumir o produto e debater o tema. O segundo quer transformar a realidade e é também, da mesma forma, apaixonado pelo debate sobre o assunto.

Três infografias de uma grande tragédia

25ago El Mercurio O diário chileno El Mercurio publicou na capa do dia 25 de agosto um infográfico mostrando, passo a passo, como será a tentativa de resgate de 33 mineiros soterrados desde 5 de agosto após deslizamento na mina San José, no Chile.

O resgate exigirá uma broca perfuradora para abrir um duto de cem centímetros de diâmetro.

Já o jornal brasileiro O Globo publicou uma competente infografia priorizando os métodos adotados pelos mineiros soterrados para sobreviver, bem como as condições do local onde estão, localizado a 700 metros de profundidade.

Info Globo Os trabalhadores ficarão no local, no mínimo, até o Natal, segundo autoridades chilenas. Segundo o jornal brasileiro, calcula-se que os mineiros já perderam entre 8 e 9 quilos cada um, devido às condições que estão enfrentando. Mostra, inclusive, que o local tem um refúgio, considerado seguro em caso de novos deslizamentos e com ótima ventilação, mas que as vítimas têm preferido outros lugares para dormir.

Chile EstadãoJá o jornal O Estado de S. Paulo conseguiu facilitar a visualização do caminho até o fundo da mina e até o refúgio dos mineiros, inclusive mostrando o local dos deslizamentos em duas datas diferentes.

As redes sociais podem ajudar a atingir objetivos – mas sem ilusões

Com a profusão de pessoas usando redes sociais para tudo quanto é fim, não foram poucas as vezes que me perguntaram como usar tais recursos para melhorar a performance daquilo que as pessoas se propõe a fazer no Twitter (que é o caso mais comum).

Internautas dos mais variados perfis, que usam o Twitter para finalidades diferentes, vez ou outra procuram por dicas sobre como atingir mais pessoas, ter mais interação e, desta forma, obter um desempenho mais satisfatório com as redes sociais.

Casos reais não faltam: professores que querem se relacionar com alunos, jornalistas que precisam cobrir um seminário, turistas ansiosos por dicas de lazer durante visita a uma cidade. Sabendo usar, o Twitter pode ajudar.

Achei interessante as dicas de um professor assistente da USC Annenberg, escola de comunicação e jornalismo da Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles. Aproveito as dicas do autor e, em tradução livre, com pitacos próprios, seguem seis dicas:

1) Tão logo você decidir sobre o que precisa das pessoas conectadas ao Twitter, anuncie nele. Diga para qual palestra está indo, se tem alguém participando. Diga qual a sua dúvida, explique que busca por respostas. Repita as perguntas em diferentes momentos, sem exagerar.

2) Se estiver indo para uma palestra e quiser interação, avise quando chegar no local. Pergunte para aqueles que te seguem se há alguém no mesmo local. Peça para disseminarem seu comentário ou pergunta. Peça dicas, sugestões, questões.

3) Aja como uma agências de notícias para despertar o interesse daqueles que estão lendo o que você escreve. Em cada novo comentário, dê informações adicionais. Use múltiplos formatos, como texto, fotos e vídeos, quando aplicável. Aproveite sempre para pedir dicas e ajuda.

4) Não deixe de dar um retorno para aqueles que colaboram e para os que apenas lêem o que você escreve ou anuncia. Agradeça sempre. Ao perceber que há interação, outros podem decidir colaborar. Dê coordenadas para que todos saibam quando e como poderão ter acesso ao resultado do seu trabalho.

5) Evite, em todas as etapas, os exageros. Não repita os mesmos pedidos e informações a todo momento, sem critério. Evite comentários ufanistas quando receber colaborações simples ou costumeiras.

6) Use as tais hashtags (palavras que servem como ponto de referência na navegação pela rede social, que busca todos os comentários que tragam essa palavra e ajudam os leitores a lerem tudo o que foi escrito sobre um evento ou assunto). Geralmente, são precedidas do símbolo #.

Ouvir e colher a opinião das multidões (em inglês, usa-se o termo crowdsourcing), acima de tudo, precisa ser feito com critério. Nem toda opinião alheia é valiosa. Nem toda informação ou dica é verdadeira. Assuntos banais podem ser debatidos por pessoas comuns, mas temas específicos geralmente exigem especialistas ou alguém com alguma experiência. Se qualquer um pode comentar sobre a qualidade da organização do congresso, nem todos conseguem opinar com propriedade a respeito dos temas debatidos.

O uso de redes sociais para colher a opinião das multidões e melhorar o desempenho daquilo que você se propõe a fazer nem sempre dá resultados. Vejo duas razões:

1) Modismo. Como tudo na internet, há um momento de pico seguido por outro de esquecimento. Rede social, opinião das multidões e outros tantos termos no mundo dos internautas podem estourar quando surgem e parecer algo revolucionário. Tudo na internet parece revolucionário inicialmente. Mas boa parte desaparece rapidamente.

2) Futilidade. Outra questão é que enquanto milhares de pessoas gastam tempo comentando um assunto que envolve celebridades, somente um ou dois podem se empenhar em compartilhar o conhecimento próprio em um comentário valioso. A proporção é mais ou menos essa.

O leitor precisa lembrar, mas esquece. Os governos querem esquecer, mas lembram

As melhores reportagens da semana têm um mesmo gene: escancaram problemas e informações encobertas ou esquecidas pelas autoridades públicas ao investigarem o desempenho dos governos na execução de programas e políticas públicas prometidas com alarde. O falecido Aldred Harmswoth, fundador dos jornais britânicos Daily Mail e Daily Mirror, teria dito que “notícia é aquilo que alguém em algum lugar quer esconder – o resto é publicidade”.

Esse olhar rigoroso e vigilante da imprensa é importante para que as políticas públicas atinjam os resultados esperados e prometidos. Sabe-se que, dentro da administração pública, muitas idéias ficam no papel não somente por ineficiência dos gestores, mas também por causa de um embaralhado de leis e regras burocráticas que precisam ser cumpridas, que visam o bom emprego do dinheiro do contribuinte. Quando os governos esquecem das promessas ou querem esquecer delas, cabe à imprensa lembrar a todos.

14ago Estadão ciclovia No último fim de semana, dias 14 e 15 de agosto, boas reportagens cumpriram essa função. O jornal O Estado de S. Paulo mostrou, dia 14 de agosto, que as obras para a construção da maior ciclovia na cidade de São Paulo ainda estão no papel. A prefeitura da capital paulista poderia ganhar alguns pontos com a população se fosse a público informar o atraso e os motivos. Ao adotar uma postura de silêncio, teve de se defender ao ser cobrada pela imprensa.

O Globo, também dia 14, divulgou o desempenho do programa Minha Casa, Minha Vida, que promete viabilizar a contrução de 1 milhão de unidades habitacionais até o fim de 2010, dos quais 400 mil para famílias pobres, com renda até três salários mínimos. Dentro desse grupo, apenas 3,5 mil casas foram entregues. A Caixa Econômica Federal (CEF), que financia as obras, explicou que 93% das casas previstas para os mais pobres já foram contratadas, jargão que significa haver um contrato entre construtora e banco para a contrução. Se o número for correto, e não há razão para duvidar, acredito que, até o fim do ano, o resultado deve ser bem melhor.

13ago FSP habitaçãoA matéria é similar à feita pela Folha de S. Paulo, que noticiou, no dia anterior, que da meta de 400 mil casas para os mais pobres, 240,5 mil já tinham contratos de contrução assinados, e só 545 casas tinham sido entregues. Mas a CEF teria omitido dados negativos e desfavoráveis sobre o programa, alegando que eles não existiam – mas existiam, como mostrou o diário.

Mas não somente os governantes derrapam no cumprimento das regras e promessas. As pessoas comuns, os cidadãos, também. No dia 14 de agosto, o jornal O Globo mostrou que moradores do Complexo do Manguinhos  estão transformando imóveis recém-recebidos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em lojas, bares e até açougue, o que é proibido por lei. Os moradores sabem da proibição, pois, para receberem as chaves, foram obrigados a frequentar um rápido curso de 15 horas sobre as regras de utilização. Quem descumpriu a lei o fez sob a confiança da ausência de punição que marca a história da relação entre Estado e cidadão no Brasil.

Em vez de esperar pelos estudos, jornalistas estão produzindo-os

Hora da morte Jornalistas, muitas vezes, conseguem boas matérias a partir do momento que conseguem estudos ou levantamentos inéditos feitos por institutos econômicos, associações sindicais ou empresariais ou universidades. O que essas instituições fazem é colocar técnicos e professores para avaliar algum fato, mensurando a dimensão de algum fato da realidade social, econômica ou política de uma cidade, estado ou do país, identificando causas e consequências e oferecendo propostas para melhorar a situação.

Agora, muitos jornais estão investindo tempo em realizar os próprios levantamentos. Os jornalistas têm as habilidades que têm os técnicos das instituições que antes faziam e entregavam os estudos e trabalhos prontos: faro para pesquisa, capacidade de organizar dados, técnicas para fazer relações entre informações, perspicácia para ouvir especialistas que identifiquem causas e consequências. São matérias especiais, que requerem tempo maior de apuração e produção, publicadas principalmente nas edições de domingo.

A edição do dia 15 de agosto trouxe diversos desses exemplos e parece sinalizar que as redações podem ter se convencido da pertinência de liberar jornalistas para estudarem e pesquisarem um tema em profundidade.

Boa perícia1) O Estado de S. Paulo: Na era CSI, perícia na maior parte do País não tem o mínimo para solucionar crimes. Os jornalistas aproveitaram a imagem que os leitores têm dos seriados norte-americanos que mostram a tecnologia e a destreza da polícia e de peritos para desvendar crimes e identificar criminosos. Planejaram o roteiro de informações que teriam de ser pesquisadas, elaboraram um questionário e enviaram para as 27 unidades da federação por duas semanas. Com os dados, produziram um mapeamento da estrutura de perícia e criminalística dos governos estaduais do Brasil – e mostraram tudo numa maravilhosa infografia.

2) Folha de S.Paulo: Dez obras viárias recebem mais verbas que o metrô. Os repórteres estabeleceram um método: escolheram um período de tempo para verificar o volume de recursos empregados em obras voltadas para a mobilidade de carros e de pessoas e identificaram os valores envolvidos nos investimentos e intervenções do poder público. Com base nisso, mostraram qual é o setor de transporte prioritário para a ação do Estado no discurso e na prática.

3) Folha de S.Paulo: Onze da noite é a hora em que se registram mais homicídios em São Paulo. A partir de informações oficiais do governo estadual paulista sobre homicídios, os jornalistas identificaram qual é a hora da morte no estado – o horário e o dia da semana mais propenso para ocorrer mortes. Produziram uma bela infografia para facilitar a compreensão dos leitores.

Quer participar de um projeto de jornalismo colaborativo sobre estádio de futebol?

Os estádios de futebol no Brasil tem qualidade ruim, no geral. Há falta de conforto e de proteção contra chuva ou sol, banheiros de terceiro mundo, falta opções de alimentação a preços acessíveis. O entrono dos estádios é uma “terra de ninguém”. Cambistas, com ou sem lei que criminaliza a atividade, atuam livremente, talvez, agora, com um pouco mais de discrição. Guardadores de carros – os “flanelinhas” – cobram caro para que os motoristas possam estacionar o automóvel em locais públicos. Os preços das entradas, em geral, não são caras, mas aumentam assustadoramente em jogos mais importantes. Os torcedores não recebem serviços à altura como contrapartida.

Enfim, problemas não faltam. O Café Expresso gostaria de iniciar um projeto de jornalismo colaborativo e contar com a ajuda dos torcedores de todo o País para entender como funciona o dia a dia no entorno e dentro dos estádios durante os dias de futebol. A proposta é que cada um que frequente estádios ou tenha conhecimento sobre o assunto envie para cá informações atualizadas, no espaço para comentários. Depois, os dados serão consolidados e publicados numa matéria aqui mesmo – e também distribuídas para os principais jornalistas esportivos do País via redes sociais. Seria interessante ter informações sobre alguns assuntos:

– Qual estádio foi frequentado, em qual jogo, em qual data?

– Você se importa de deixar o seu nome e a sua idade?

– Há quanto tempo você frequenta estádios de futebol?

– Há estação de trem urbano ou metrô por perto, para facilitar o acesso dos torcedores?

– Os cambistas atuam livremente ou disfarçadamente?

– Quanto custou o ingresso que você comprou? Em qual setor do campo?

– Você sabe quanto custa o ingresso mais caro e o mais barato?

– Quanto a mais os cambistas cobram pelo ingresso à venda?

– Há flanelinhas (guardadores de carro) agindo nas redondezas dos estádios? Quanto eles cobram?

– Há estacionamentos nas redondezas dos estádios? Quanto custa, em média?

– Há barracas de alimentação no entorno dos estádios? Que opções de comida são vendidas? Quanto custa, em média?

– Há lanchonetes no entorno do estádio? Quanto custa um refrigerante ou uma cerveja, em lata ou em garrafa?

– Há vendedores ambulantes, os camelôs, comercializando cerveja em lata? Quanto custa? Eles podem atuar livremente ou precisam ser discretos?

– Há policiamento? Os policiais tentam inibir a atuação de vendedores ambulantes, barracas de lanches, guardadores de carros ou cambistas?

Que tal dar espalhar para amigos e dar seu depoimento? Eu começo com o meu.

Meu nome é José Casadei, 36 anos, frequento o estádio do Morumbi, sou torcedor do São Paulo. O estádio passa periodicamente por pequenas reformas. Os banheiros são bons e limpos, congestionados e precários apenas em dias de grande público. A entrada mais barata custa R$ 20, para assistir na arquibancada, descoberta, atrás dos gols. Nas partidas da Libertadores 2010, chegou a custar R$ 60 – R$ 70. Para assistir com visão para o centro do gramado, custa por volta de R$ 40. Chegou a custar, na Libertadores, R$ 140. Em outros setores, cobertos, com visão melhor e com alguns serviços, custaram entre R$ 300 e R$ 400. Há possibilidade de comprar ingressos pela internet.

Cambistas atuavam livremente. Agora, com mais discrição, para ver se a nova lei que criminaliza essa atividade “vai pegar ou não”. A prática mais comum é vender ingresso de meia-entrada pelo preço cheio, sem o desconto de 50% característico deste tipo de entrada. Barracas de lanches (pernil, lingüiça e cachorro-quente) atuam livremente ao término das partidas, mas são reprimidas antes dos jogos, principalmente com maior público. Custam, na média, R$ 7. A lata de cerveja no vendedor ambulante custa entre R$ 2 e R$ 3. Há poucas lanchonetes, somente no raio de 1,5 km de distância do estádio, que está situado em um bairro residencial, sem comércio no entorno.

A polícia está sempre presente, com bastante oficiais. Não há repressão contra cambistas, guardadores de carro ou outras atividades ilegais. Um “flanelinha” cobra entre R$ 15 e R$ 10 em jogos de pouca atratividade. Nos jogos da Libertadores 2010, pediram algo como R$ 40. Os riscos de encontrar avarias nos carros é pequeno, mas não raro. Estacionamentos cobram R$ 30 em média – a até R$ 100 nas partidas da Libertadores.