Pessoas com quem eu faria boas entrevistas durante a Copa do Mundo


A comissão técnica brasileira blindou os jogadores e tem evitado o espetáculo da cobertura jornalista, quando os atletas se preocupam tanto ou mais com as entrevistas e com a notoriedade do que com a preparação física e a competição. Por isso, tem sido muito difícil para as centenas de profissionais de imprensa que estão na África do Sul se desdobrando para inventar pautas e matérias. Está faltando notícia.

Por isso, tentei imaginar alguns personagens do mundo do futebol que poderiam render algumas boas entrevistas. Mais alguma sugestão?

Toninho Cerezo. Atualmente com 55 anos, foi um volante inteligente e vigoroso no meio campo durante os primeiros anos de carreira, para depois se tornar em um dos mais cerebrais jogadores do futebol internacional na posição. Brilhou no Brasil (Atlético Mineiro e São Paulo), na Itália (Roma e Sampdoria) e na seleção brasileira. Atualmente, foi recentemente contratado para treinar o Sport, de Recife. Nos dias que antecedem a Copa do Mundo na África do Sul, certamente renderia uma boa entrevista, na qual poderiam ser analisadas questões como modelo de preparação antes (1978 e 1982) e depois (hoje em dia) para uma Copa, o comportamento dos craques e estrelas do futebol atualmente, aspectos positivos e negativos dos negócios milionários em torno da indústria do futebol atualmente (agentes, empresas investidoras em jogadores, crescimento das receitas etc) e, inclusive, os planos e perspectivas do ex-jogador. Vale perguntar sobre política e economia no mundo da bola também. Recentemente, sabatina com o ex-jogador Zico rendeu boa entrevista no jornal Folha de S.Paulo (somente para assinantes).

Silvio Luiz. O tradicional locutor esportivo famoso pelos bordões que sempre utilizou durante a narração das partidas de futebol por emissoras de rádio e TV está trabalhando atualmente na cobertura de futebol da Rede TV. Diz a lenda que esse paulistano jamais gritou a palavra gol durante qualquer partida. Em vez disso, grita: “Éeéééééééeééééééé doooooooooo (a) "nome do time (ou a seleção mundial)", confira comigo no replay! (gaguejando, nome do jogador), é dele a camisa n° "x". Quem não se lembra das expressões “Pelo amor dos meus filhinhos!” e “Pelas barbas do profeta!”? Acredito que Silvio Luiz seria um ótimo personagem para uma entrevista ao estilo pergunta-resposta para abordar assuntos como: as intrigas, dificuldades e pressões dentro das equipes de profissionais enviados para a cobertura da Copa do Mundo por emissoras de rádio e TV e jornais impressos, o dia-a-dia das seleções com a imprensa e a opinião dele a respeito de toda a estratégia do técnico Dunga, comparando com outros técnicos do passado, ao restringir o acesso da imprensa e da torcida aos jogadores da seleção e cortar os chamados medalhões e celebridades do escrete. Silvio Luiz, como muitos conhecem, não costuma ter papas na língua.

Carrascos do Brasil em Copa. A imprensa brasileira poderia fazer uma boa reportagem sobre os carrascos do futebol brasileiro em Copas do Mundo. certamente seria possível fazer uma bela infografia. Para complementar, dois personagens principais poderiam ganhar entrevistas ao especiais. Claudio Caniggia e Paulo Rossi. Caniggia venceu Taffarel após um passe de Maradona (que driblou vários jogadores brasileiros) no fim do segundo tempo de uma partida das oitavas de final e mandou o Brasil mais cedo para casa em 1990. Rossi simplesmente marcou três gols na seleção brasileira de 1982, até hoje na lembrança da população como uma das melhores já enviadas para uma Copa do Mundo. Há, certamente, fatos interessantes que podem vir à tona em entrevistas com os dois. E há histórias engraçadas para contar ao público brasileiro sobre os carrascos. Caniggia gerou enorme polêmica quando regressou no futebol italiano para jogar no Boca Juniors, grande rival do River Plate, clube que se destacou e ganhou Libertadores e Mundial Interclubes. Numa partida contra o time que o revelou, marcou três gols (o jogo terminou quatro a um) e lascou um enorme beijo na boca de Diego Maradona durante a comemoração de um dos tentos. Já Paulo Rossi foi expulso de um táxi,  em 1987, quando veio ao País para jogar um torneio de futebol. O motorista o reconheceu e o fez descer.

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