Prefeituras abrem bancos de dados para programadores. Os cidadãos ganham


Muitas cidades norte-americanas – como São Francisco, Nova Iorque e Washington – estão à frente de uma iniciativa pra lá de inovadora. Chama-se ‘open data movement’. Os governos municipais estão abrindo bancos de dados públicos para programadores e web designers criarem aplicativos que possam ser transformados em serviços à população. A idéia é que as informações, costumeiramente chatas e até incompreensíveis, passem a ser acessíveis e úteis para as pessoas comuns após o trabalho dos profissionais de programação e design. 

Uma reportagem na edição de hoje (7 de dezembro) do Stumble SafelyThe New York Times mostra muitos exemplos bem-sucedidos. Em Washington, um site mostra a rota mais segura para voltar para casa dos bares à noite. Em São Francisco, um portal mostra resultados de inspeções sanitárias em restaurantes enquanto outro site combina informações de escolas, livrarias e restaurantes de forma que os pais podem planejar atividades extra-classe para os filhos ou analisar o melhor valor nutricional para as refeições que eles fazem fora de casa. As pessoas conseguem perceber o que está acontecendo á volta delas.

No Brasil, o poder público local – diga-se, prefeituras – FSP SP RJnão tem comportamento de oferecer informações úteis nem quando questionadas ou forçadas. Recentemente, Belo Horizonte começou a expor informações referentes ao mapa de criminalidade da cidade na internet para que os cidadãos possam ter acesso àquilo que as autoridades já têm. Cidades como São Paulo e Rio de Janeiro descaratam tal iniciativa.

O que querem as autoridades municipais ao entregar bancos de dados públicos para desenvolvedores de aplicativos, uma tendência que ganhou o nome de ‘open data movement’? Elas apostam na criatividade dos desenvolvedores de aplicativos para estabelecer uma nova forma de entregar serviços da administração pública aos cidadãos.

É uma forma também das pessoas saberem o que está acontecendo nas redondezas de onde moram e avaliarem o desempenho dos prefeitos, mesmo que os mais céticos estejam se perguntando se há outras intenções por trás desse exercício de transparência repentino das autoridades, que historicamente preferem esconder dados constrangedores. 

São Fco CrimesSpotting A diferença entre a iniciativa das cidades norte-americanas e da de Belo Horizonte é que enquanto as de lá oferecem os bancos de dados para que profissionais trabalhem neles, mesmo que de forma controlada, a da capital mineira oferece um produto pronto. Seria interessante se as prefeituras brasileiras começassem a abrir os bancos de dados com informações públicas para programadores – e também jornalistas – trabalharem tais informações e oferecerem serviços para a sociedade.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s